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Netanyahu insiste que reconciliação palestiniana deve incluir desarmamento do Hamas

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/10/2017 Administrator

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que qualquer reconciliação palestiniana deve incluir o reconhecimento de Israel e o desarmamento do Hamas, numa primeira reação ao acordo de reconciliação entre esta organização e a Fatah.

"A contínua escavação de túneis, o fabrico de mísseis e o início de ataques terroristas contra Israel são contrários às condições do Quarteto [de mediadores do Médio Oriente: EUA, Rússia, ONU e União Europeia] e aos esforços dos Estados Unidos para renovar o processo político", declarou em comunicado, numa referência ao movimento Hamas.

Netanyahu insistiu que enquanto o Hamas não se desarmar e continuar a sugerir a destruição do Estado judaico, "Israel vai considera-lo responsável por todos os atos de terrorismo provenientes de Gaza".

O primeiro-ministro israelita advertiu ainda a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) para que "não permita qualquer atividade terrorista do Hamas na Judeia e Samaria [Cisjordânia] e Gaza se na realidade é responsável pelo seu território".

Previamente, um responsável do executivo israelita tinha já exigido que qualquer governo de unidade palestiniano, resultante da reconciliação de movimentos rivais, reconheça Israel e desarme o Hamas.

"Qualquer reconciliação entre a Autoridade Palestiniana e o Hamas deve incluir um compromisso de respeito pelos acordos internacionais e pelas condições do Quarteto (para o Médio Oriente), a começar pelo reconhecimento de Israel e pela desmilitarização do Hamas", referiu o responsável, na primeira reação israelita à assinatura de um acordo de reconciliação entre movimentos rivais palestinianos.

Os movimentos Fatah, secular e moderado e ao qual pertence o presidente da ANP, Mahmud Abbas, e Hamas, radical islâmico, assinaram hoje um acordo de reconciliação no Cairo, que acaba com quase 10 anos de desentendimentos.

Os representantes dos dois movimentos disseram numa conferência de imprensa que o primeiro passo será reforçar o governo da ANP, que até agora só exercia o poder na Cisjordânia, enquanto o enclave da Faixa de Gaza era dirigido pelo Hamas.

Segundo o governo egípcio, o acordo prevê que a Autoridade Palestiniana terá o controlo total da faixa de Gaza até 01 de dezembro, tendo um alto responsável envolvido nas negociações indicado que 3.000 polícias da Autoridade Palestiniana vão ser destacados para o enclave e para as suas fronteiras com Israel e com o Egito.

A Fatah anunciou que Mahmud Abbas se deslocará nas próximas semanas a Gaza, pela primeira vez em 10 anos.

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