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"No Benfica corrigimos erros sem mudar de treinador"

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/05/2017 Alcides Freire

Presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, recorda com satisfação ter mantido Jorge Jesus no cargo de treinador mesmo depois da época 2012/13 sem títulos e admite que a atual temporada só teve "um percalço ou outro"

O conturbado momento vivido pelo FC Porto, que resultou na saída do técnico Nuno Espírito Santo, passa longe dos olhares de Luís Filipe Vieira, mas passou ao de leve pelas suas palavras. A respeito da recente reaproximação entre FC Porto e Sporting, que não incomoda o líder das águias, recordou erros passados e decisões tomadas, em declarações que poupam o agora ex-técnico dos dragões. Para Vieira, ontem homenageado com a medalha de mérito entregue pela Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, região onde nasceu e cresceu, a solução terá de ser sempre outra.

"Nunca nos preocupamos com o que os outros fazem. Nós temos um objetivo claro, que é nunca fazer lamentações de nada, nem mesmo naquela altura em que perdemos tudo o que tínhamos para ganhar. Fechámo-nos, discutimos e concluímos que havia erros na nossa casa, erros que foram corrigidos sem a necessidade de trocar de treinador. Muito pelo contrário, mantivemos o nosso treinador", exaltou o líder dos encarnados em alusão a 2012/13, quando, sob o comando de Jorge Jesus, a equipa fracassou nas finais e ainda terminou a Liga na segunda colocação.

. © Fornecido por O jogo .

"Chegar às finais como nós chegamos [Taça de Portugal e Liga Europa] foi um sinal de que o trabalho estava a ser bem feito, tanto é que, na sequência, conquistámos praticamente tudo. Atingimos naquela ocasião até uma final europeia, mas toda a gente sabe porque a perdemos. De resto, conquistamos tudo depois. Não há nunca uma preocupação da nossa parte de pensar em A, B ou C. Acreditamos muito em nós", completou.

Ainda sobre o FC Porto, que pouco tempo atrás dominava o futebol português, o presidente não vê problema em admitir "surpresa" com a inversão de papéis - hoje é o Benfica que dá cartas. "O que me surpreende a mim é lembrar onde o Benfica estava e ver onde o Benfica chegou. É surpreendente. Nem as pedras na calçada que pisávamos eram nossas. Tínhamos de arrancar e recuperar o Benfica do passado. Hoje somos uma das grandes referências da Europa em termos desportivos e de inovação. É um grande orgulho", atirou.

Apesar de ainda estar a comemorar a atual época de sucesso, tendo a honra de estar no controlo do clube no inédito tetracampeonato nacional e ainda com a possibilidade de ganhar a Taça de Portugal no próximo domingo, Vieira reconhece que o trajeto teve obstáculos. "Não vamos esconder que durante a época houve um percalço ou outro, mas o que é certo é que nunca deixámos transparecer nada. Sempre ficou tudo dentro da caixa-forte, é lá que discutimos e tomamos as grandes decisões. Foi lá que surgiu o papel apresentado pelo Luisão, que foi uma surpresa para mim [risos]. Quando ele apareceu no balneário, no fim do jogo contra o Vitória de Guimarães [que confirmou o título da Liga], e me disse que estava a devolver o papel... Este papel foi feito depois da derrota com o Marítimo [na jornada 12]; lembro-me perfeitamente de que dois dias depois nos fechámos todos no balneário e soubemos dizer: "Não vale a pena argumentações, precisamos de seguir com o nosso objetivo de ganhar"", recordou.

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