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Norte-coreanos que fogem para o Sul diminuíram 20% na primeira metade do ano

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/07/2017 Administrator

O número de norte-coreanos que fugiram da Coreia do Norte na primeira metade deste ano caiu 20,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou hoje o Governo sul-coreano.

Um total de 593 norte-coreanos (85% mulheres) chegaram à Coreia do Sul entre janeiro e junho, comparado com os 749 que o fizeram nos seis primeiros meses de 2016, segundo dados preliminares disponibilizados pelo Ministério da Unificação.

A 30 de junho último, o número total de refugiados norte-coreanos que conseguiu chegar ao Sul era de 30.805 pessoas (o número superou os 30.000 em novembro passado).

O volume de deserções para a Coreia do Sul aumentou, na sequência da época de intensa fome na Coreia do Norte, em finais dos anos 1990, e graças a porosidade da fronteira com a China, até atingir o pico em 2009, quando 2.914 norte-coreanos chegaram ao Sul.

Desde 2011 e com a chegada de Kim Jong-un ao poder os números caíram perante um aumento da vigilância da fronteira norte do país.

Na segunda metade de 2015, o regime colocou cercas electrificadas em torno do rio Tumen, que separa a Coreia do Norte da China, na fronteira oriental, indicou um relatório do Instituto Nacional de Unificação sul-coreano.

Ainda assim, o número de norte-coreanos que chegaram ao Sul em 2016 mostrou um aumento interanual (de 11%) pela primeira vez em cinco anos, apesar de se dever em parte a um maior número de deserções de membros das elites, motivadas pelo agravamento das sanções internacionais contra o país.

A rota mais habitual para os desertores norte-coreanos é cruzar a China e tentar chegar a um país terceiro (normalmente Tailândia e Mongólia), a partir do qual pedem asilo através de um consulado sul-coreano.

Os norte-coreanos não podem pedir asilo nos consulados da China, onde são considerados migrantes económicos e não refugiados, pelo que ao serem localizados são devolvidos pelas autoridades chineses à Coreia do Norte, onde são presos e torturados de diversas formas, segundo associações humanitárias.

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