Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Nova associação quer promver a cultura e refletir sobre problemas da Guiné-Bissau

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/09/2017 Administrator

Uma nova associação que será apresentada no sábado, em Lisboa, pretende promover a cultura na Guiné-Bissau e realizar uma reflexão profunda sobre os problemas que ainda persistem naquele país, declarou hoje o presidente do movimento.

"Queremos desenvolver um trabalho voltado para a cultura na Guiné-Bissau, em todas as suas vertentes", afirmou à Lusa Braima Mané, presidente da direção da Associação Movimento Cantanhez, que será apresentada ao público no sábado, no Hotel Fênix Lisboa, às 14:30 horas.

A associação também pretende, segundo Mané, promover uma reflexão aprofundada sobre a atual situação do país e buscar soluções para os problemas que atingem a Guiné-Bissau.

"O Movimento Cantanhez é uma ideia que já vem sendo debatida desde o nosso tempo de estudantes em Coimbra, já lá vão 17, 18 anos", disse o guineense, que estudou no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) e é pós-graduado em Finanças pelo ISCTE-IUL.

Mané lamentou a situação da educação, da saúde e da economia do país, observando ainda que no âmbito político, desde a independência da Guiné-Bissau, houve inúmeros golpes de Estado.

O presidente do movimento disse que foi de férias à Guiné-Bissau em 2013 e observou um "retrocesso contínuo no país".

"Na volta, falei com os meus antigos colegas (de Coimbra) para organizarmos esta associação, o Movimento Cantanhez, com o objetivo de promover a cultura nas suas várias vertentes no país", sublinhou.

Braima Mané referiu que deseja que a comunidade guineense em Portugal se junte ao Movimento Cantanhez nesta empreitada de ajudar no desenvolvimento da Guiné-Bissau.

O presidente da associação referiu que "a Guiné-Bissau tem sido dirigida, desde a sua independência, por pessoas que se fazem passar por políticos, com objetivo de enriquecimento pessoal, para explorar os recursos do país, como os recursos naturais ou os recursos financeiros que vêm da ajuda internacional, e o povo vem sofrendo nos últimos 44 anos".

"A classe dirigente não serve o país. Atualmente, na Guiné-Bissau impera uma cultura da mediocridade, não há valores, não há instituições. A pobreza é vendida às pessoas, sem educação, que nunca foram à escola, como sendo um destino de Deus", sublinhou o guineense, que trabalha desde 2004 na área financeira da empresa IKEA e mora atualmente na Bélgica.

O dirigente defendeu que a Guiné-Bissau, "para andar para frente, tem de ser colocada sob a tutela das Nações Unidas".

"Para nós, um novo começo teria de ser sobre uma força supranacional que garanta que se faça a reforma do Estado, que as instituições funcionem, e que haja a cultura do mérito", afirmou.

A sede da Associação Movimento Cantanhez será em Coimbra e a sessão de apresentação, no sábado, contará com a presença de "guineenses de vários quadrantes, que irão contar histórias sobre a Guiné-Bissau".

A associação pretende também lançar uma angariação de fundos para a sua manutenção.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon