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Nova presidente de Matosinhos vai criar uma bolsa de cuidadores

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/10/2017 Administrator

A primeira mulher eleita presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, a socialista Luísa Salgueiro, disse hoje à Lusa que a primeira medida que vai tomar, após assumir funções, é criar uma bolsa de cuidadores.

"É um apoio social decisivo para as populações, sobretudo para as mais idosas, e que é essencial para dar respostas àquelas pessoas que não devem ser institucionalizadas, mas sim apoiadas para permanecer nas suas próprias habitações alocando para isso, e se necessário, orçamento municipal", afirmou.

Luísa Salgueiro, que reconquistou a câmara para o PS, venceu as eleições autárquicas de 01 de outubro com 36,32% dos votos, elegendo cinco vereadores, mas como não alcançou a maioria absoluta estabeleceu um "acordo" e não coligação com o vereador eleito da CDU, José Pedro Rodrigues, atribuindo-lhe os pelouros dos Transportes e Mobilidade e Proteção Civil.

A ex-deputada da Assembleia da República avançou que o foco da sua ação governativa toca "todas as fases" da vida das pessoas e todo o território, através de uma política inclusiva e integrada, sendo a primeira etapa a aposta no sucesso da formação dos jovens e o combate ao abandono escolar.

Na área da economia, a socialista realçou que é "fundamental" atrair investimento, sendo prioritário criar uma agência de apoio ao investimento porque é preciso criar mais e melhor emprego no concelho.

A atração de investimento vai ser aliada a uma "política local, fiscal e amiga das empresas", através da disponibilização de terrenos para se fixarem e da atribuição de condições para se expandirem e internacionalizarem, lembrando as boas acessibilidade de Matosinhos desde o porto de mar e aeroporto.

Outra das prioridades apontadas pela autarca é a conclusão do Plano Diretor Municipal (PDM), instrumento que considera de "grande importância".

Na cultura, Luísa Salgueiro garantiu que Matosinhos irá continuar a aposta na arquitetura e design e, no turismo, a estratégia passa pela valorização da costa de mar, na criação de roteiros que fixem turistas e na complementaridade com Vila Nova de Gaia e Porto.

Outra das tarefas a cargo é a "união da família socialista" que, nos últimos anos, tem andado desavinda, avançou, frisando já se ter reunido com o presidente da concelhia, Ernesto Páscoa, que se manifestou contra a sua candidatura.

"É necessário criar condições para que os socialistas de Matosinhos trabalhem em conjunto e não continuem em trincheiras e divididos. Espero que tenha sido o último ato eleitoral marcado pela divisão no PS", ressalvou.

Em 2013, Guilherme Pinto, que em 2009 havia ganho as eleições autárquicas pelas listas do PS, desfiliou-se do partido após 37 anos de militância e concorreu e venceu como independente, levando consigo cerca de 150 militantes.

Ao vencer como independente, Guilherme Pinto conseguiu, pela primeira vez, "roubar" a câmara ao PS, partido no qual se voltou a filiar em janeiro de 2016, dias antes de morrer.

Esta semana, esses cerca de 150 militantes voltaram a filiar-se no partido com Luísa Salgueiro a dizer todos têm lugar no PS.

Pela primeira vez na história de Matosinhos, duas mulheres foram eleitas para os cargos da presidência da câmara e da assembleia municipal o que, na sua opinião, lhe traz responsabilidades acrescidas.

"Não é igual ser candidato masculino e feminino porque nós mulheres estamos sujeitas a um tipo de apreciação que os homens não estão, a forma como somos fiscalizadas é sempre diferente", considerou.

Os órgãos municipais tomam posse no próximo sábado, às 10:30, nos Paços do Concelho.

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