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Novo ano letivo arranca em Cabo Verde arranca com cerca de 130 mil alunos

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/09/2017 Administrator

Praia, 08 sete (Lusa) - O novo ano letivo em Cabo Verde arranca no dia 18 de setembro, com cerca de 130 mil alunos, número inferior a anos anteriores, revelou hoje o diretor geral do Orçamento e Gestão do Ministério da Educação cabo-verdiano.

José Manuel Marques, que falava em conferência de imprensa sobre a abertura do novo ano letivo, avançou que as previsões apontam para cerca de 130 mil alunos dos ensinos pré-escolar, básico e secundário.

O ensino básico, que vai do 1º ao 7º ano, é o que conta com maior número de alunos (cerca de 74 mil), seguido do ensino pré-escolar, com 22 mil, e do secundário (8º a 12º anos), com 34 mil alunos.

O diretor geral do Orçamento e Gestão sublinhou que os números apontam para uma tendência dos últimos anos de redução do número de alunos em algumas ilhas, por causa da diminuição da natalidade no país, com "efeitos diretos no sistema de ensino".

"No último ano letivo tivemos menos 800 e poucos alunos em todo o sistema educativo e toda a planificação é feita nessa mesma lógica de alguma redução a nível nacional, mas com nuances a nível local", sustentou, indicando que os alunos serão orientados por 8.294 professores.

Em sentido contrário, indicou que as ilhas turísticas do Sal e da Boavista registam um aumento de alunos, por causa da mobilidade interna e das migrações no país.

O diretor disse que a diminuição do número de alunos em Cabo Verde tem uma "implicação positiva" no sistema, salientando que isso reduz o peso dos recursos, já que 95% são para pagar docentes.

"E os docentes estão em função dos alunos. Quando reduz o número de alunos, reduz o número de docentes e os recursos vão ser aplicados em outras áreas dentro do sistema educativo", apontou.

A conferência de imprensa contou com a presença da diretora Nacional de Educação, Adriana Mendonça, que avançou algumas novidades para o novo ano letivo, como a universalização do acesso ao pré-escolar e introdução do português como segunda língua no 1º ano.

Introdução do francês e inglês como línguas estrangeiras no 5º ano, isenção de propinas até ao 7º ano, introdução do mandarim nos concelhos da Praia e Santa Catarina (em Santiago) e na ilha de São Vicente, são outras das novidades.

Adriana Mendonça apontou ainda o reforço do ensino das ciências, aposta nas novas tecnologias, formação de professores e isenção de propinas a todos os alunos com deficiência no ensino secundário.

Todos os anos, uma das reclamações dos alunos, pais e encarregados de educação é a falta de livros, mas o presidente da Fundação Cabo-verdiana de Ação Social e Escolar (FICASE), Albertino Fernandes, garantiu que todos os livros já estão disponíveis para as livrarias poderem comprar e revender.

"Eventualmente, o que poderá acontecer é num determinado local não haver livros, mas não é culpa nossa. É culpa talvez do revendedor. Temos livros disponíveis, mas se o revendedor não quer comprar, o problema não é nosso", afirmou o presidente da FICASE.

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