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Novo Banco: BCP quer clarificar questão legal sem suspender a venda

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/09/2017 Administrator

O BCP recorreu à justiça para clarificar a questão legal relacionada com as garantias prestadas pelo fundo de resolução ao Lone Star, comprador do Novo Banco, sem suspender a operação em curso, realçou hoje o presidente executivo, Nuno Amado.

"O Conselho de Administração do banco tomou uma decisão que pensamos ser muito equilibrada. Com a informação que temos sobre a operação, que não é completa, considerámos ser importante clarificar uma questão legal. Por isso, não pedimos a suspensão da operação", afirmou o líder do BCP.

Nuno Amado falava na cerimónia que hoje decorreu na Euronext Lisboa, gestora da bolsa portuguesa, para assinalar os 30 anos de presença do maior banco privado português no mercado.

Na sexta-feira, o BCP anunciou em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que entregou em tribunal um pedido de apreciação jurídica da obrigatoriedade de capitalização contingente pelo Fundo de Resolução no processo de venda no Novo Banco à Lone Star.

A informação ao mercado do banco já referia que "esta diligência não visa nem comporta a produção de quaisquer efeitos suspensivos da venda do Novo Banco e, consequentemente, dela não resulta legalmente nenhum impedimento à sua concretização nos prazos previstos", visando esclarecer aquela "obrigação de capitalização".

Em causa está o facto de, no acordo para a venda de 75% do Novo Banco à Lone Star, o Fundo de Resolução bancário poder ser chamado a injetar até 3,89 mil milhões de euros no Novo Banco por perdas que venham a ser reconhecidas com os chamados ativos 'tóxicos' (crédito malparado e imobiliário) e alienações de operações não estratégicas, caso ponham em causa os rácios de capital da instituição.

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