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Nuno Espírito Santo não teme ser alvo a abater

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Francisco Sebe
© Action Images/John Clifton

Desempenho dos Wolves esta época só fica a perder para o do ano de 2009, aquando da promoção.

Ao fim de 11 jornadas, o Wolverhampton ocupa a vice-liderança no Championship (posição de subida direta à Premier League), com o seu melhor desempenho desde a promoção em 2008/09 e com exibições (como a última, vitória por 4-0 em Burton Albion) que estão a inebriar os adeptos. Ainda assim, Nuno Espírito Santo mantém a fleuma. "Temos a consciência de que temos sido fortes, mas o objetivo é construir uma equipa que consiga alcançar algo de positivo", afirma em entrevista ao jornal britânico "Express and Star".

Até aqui, os Wolves revelaram-se a equipa mais poderosa da II Liga inglesa fora do seu reduto (apenas uma derrota) e é no Estádio Moulineux, perante oponentes que se expõem pouco no sector defensivo, que surgem as maiores dificuldades. "É verdade que começámos bem e estamos no topo, talvez por isso os adversários nos vejam de forma diferente e se preparem de modo a adaptarem-se ao nosso estilo, impondo também um tipo de jogo mais físico, mas isso nada muda em relação ao que nós queremos implantar", afiança o técnico, imperturbável pela circunstância de sentir que a sua equipa é já um alvo a abater na competição.

Num plantel com forte presença lusa - seis jogadores titulares no último desafio -, Nuno Espírito Santo define o seu propósito global: "Mais do que uma equipa ou um estilo de jogo, queremos construir um conjunto em que os jogadores disponham de argumentos que lhes permitam resolver as situações com que se deparam a cada momento." Isso implica também um trabalho no plano emocional, acrescenta: "Devem ter esse carácter, sejam mais experientes ou mais jovens, para dar um golpe no momento certo. O importante é olhar sempre para dentro do campo de jogo e analisar o que se pode melhorar."

À atmosfera positiva em que vive a equipa, o treinador português responde com a ponderação que lhe é característica. "Neste momento, o resultado é menos importante do que a forma como nos exibimos. Quando o desempenho é bom pode ter-se sucesso na prova. Quando se joga bem uma vez, pode ganhar-se um jogo, mas não a competição", explica, valorizando a consistência e regularidade exibicionais.

Em suma, a fórmula para o sucesso é sintetizada nestes termos: "Queremos construir um nível de desempenho que nos indique que vamos estar sempre prontos a defrontar qualquer equipa em qualquer momento." É por essa razão que Nuno Espírito Santo não vê vantagem em estabelecer desde já as metas para esta temporada. "Não mudamos a nossa mentalidade. Não olhamos para além do próximo jogo", assegura, em jeito de conclusão, o técnico.

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