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O ambiente em Alvalade: tarjas retiradas, "caldeirada" e erros a não repetir

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/05/2017 Alcides Freire

Atitude do plantel, política desportiva e até Rúben Semedo foram alvo de críticas e pelo menos uma faixa foi retirada pelos stewards.

No derradeiro jogo da Liga, os adeptos do Sporting mostraram o seu descontentamento e frustração por uma época que ficou bem aquém das expectativas criadas. Líder nos protestos e nos recados, a Juventude Leonina ficou em silêncio nos primeiros 20 minutos do encontro, justificando a decisão com a pouca atitude demonstrada pela equipa em 2017/18. O silêncio não foi interrompido com os dois golos de Dost, que só foram saudados em outros setores do recinto. Ao contrário do que é habitual, o topo norte, contrário às claques, também se manifestou com uma tarja onde se podia ler: "Insubstituível só o Sporting". Esta acabou por ser retirada da bancada pelos stewards, num momento que causou burburinho na zona.

© Filipe Amorim

A partir dos 20 minutos, as claques começaram a entoar cânticos de apoio, mas a sequência de tarjas continuou: "Reforços cirúrgicos??", "Não merecem a nossa dedicação" e "Parabéns a nós que damos tudo", esta última colocada pela claque Diretivo XXI, que celebrou esta semana 15 anos de atividade. Presente na tribuna VIP do Estádio José Alvalade, Bruno de Carvalho acabou apanhado pelas câmaras em clima de romance com a namorada, enquanto os protestos continuavam, assumindo a forma de vaias à equipa, apesar da vantagem no marcador.

A meio da segunda parte, Rúben Semedo tornou-se o objeto da insatisfação das claques caseiras. Alvo do Lille para a próxima temporada, como O JOGO oportunamente noticiou, o central viu o seu nome numa tarja onde estava escrito em francês: "Bon voyage [boa viagem]". A mensagem passada ao internacional sub-21 luso não foi bem recebida em alguns setores do estádio, que se prontificaram a aplaudi-lo. Unânime foi a boa receção à última faixa exibida nas bancadas: "Que os erros do passado não se repitam em 2017/2018".

No final do jogo, alguns atletas não se deslocaram ao topo sul para saudar as claques, entre eles Adrien e Bruno César. Por seu lado, Jorge Jesus admitiu não ter ficado confortável com os protestos. "Foi bom partilhar o jogo com 32 mil e tal adeptos, apesar de me parecer que havia caldeirada preparada. Tarjas? As claques têm sido um 12.º jogador muito forte e ajudaram-nos a virar muitos jogos. Hoje [ontem] acharam que deviam manifestar a sua indignação e têm o direito de o fazer. Se gostei? Claro que não", frisou o técnico do Sporting, acrescentando que a época passada deixou os adeptos mal habituados. "Estivemos muito bem na última época, onde fizemos 86 pontos. Criámos uma esperança num clube que não é campeão há 15 anos. A contestação é motivada pela vontade que têm de ver o Sporting campeão", rematou.

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