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O capitão Danilo "não foge dos problemas, não tem medo de colocar o dedo na ferida"

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/04/2017 Alcides Freire

José Peseiro já o tinha sugerido para capitão do FC Porto, mas a promoção foi considerada prematura. Agora não. Ivo Vieira revela o discurso do Comendador que mexeu com o Marítimo na final da Taça da Liga de 2014/15

O peso da antiguidade ainda é imenso na elaboração da hierarquia de capitães, mas há espaço para exceções. Danilo é uma delas. O médio leva pouco mais de uma época e meia de FC Porto e, sábado, beneficiou da ausência de vários elementos para se estrear com a braçadeira, assumindo em público a condição de líder que há muito lhe era reconhecida no balneário. O Comendador já havia sido sugerido para esse papel na segunda metade da última temporada, por José Peseiro, mas na altura foi considerada uma promoção demasiado prematura. Agora não. E tudo porque, segundo Ivo Vieira, que o orientou no Marítimo, no qual também foi capitão com poucos anos de casa, "tem todos os ingredientes de um bom líder". "É discreto, mas lidera pelo exemplo, pelo carácter e pela vontade de vencer", explica a O JOGO.

© Ivan Del Val/Global Imagens

Durante as várias conversas promovidas por Peseiro no período de maior turbulência dos dragões, Danilo foi sempre dos que mais falaram. Foi nesse momento que começou a ganhar o respeito dos companheiros, até porque, de acordo com Ivo Vieira, o internacional português escolhe bem os momentos para se dirigir aos companheiros. "É um jogador que identifica os problemas, que não foge deles e que não tem medo de colocar o dedo na ferida. E não precisa de ser muito agressivo", garante-nos. "O Danilo é daqueles homens que falam pouco, mas, quando o fazem, fazem-no de forma acertada. Não se desgasta em discussões com os companheiros e intervém só quando é necessário", acrescenta.

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Instado a dar um exemplo concreto desta liderança que tanto elogia em Danilo, Ivo Vieira foi ao baú das memórias buscar uma história de superação que, infelizmente para o Marítimo, não teve o final feliz que os madeirenses esperavam. "Lembro-me que na final da Taça da Liga [2014/15], em Coimbra, em que o Raúl [Silva] foi expulso, ele teve um comportamento incrível ao intervalo. Saímos a perder e ele chamou os companheiros à razão. Levou-os a acreditar que seria possível bater o pé ao Benfica e a verdade é que conseguimos empatar o jogo só com dez elementos", conta o treinador, que orientou o Aves nesta temporada. Por isso, não estranha que Danilo já seja capitão do FC Porto. "É a consequência natural de alguém que quer triunfar no que faz", remata.

NA VERSÃO E-PAPER: DANILO É PARA SEGURAR

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