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O impressionante sprint de Sagan: fintou o azar, esperou e depois ninguém o parou

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/07/2017 Hugo Monteiro

Peter Sagan (Bora-hansgrohe) lançou-se hoje no encalço do recorde da regularidade do alemão Erik Zabel, ao recorrer aos seus dotes de equilibrista para conquistar a terceira etapa do Tour.

Peter Sagan (Bora-hansgrohe) lançou-se hoje no encalço do recorde da regularidade do alemão Erik Zabel, ao recorrer aos seus dotes de equilibrista para conquistar a terceira etapa da Volta a França em bicicleta.

© Fornecido por O jogo

Estrela maior do pelotão mundial, o eslovaco, de 27 anos, brilhou hoje com luz própria, ao lutar contra um respeitável grupo de candidatos e 'puncheurs' e contra um inoportuno azar -- o pé saltou-lhe do pedal no momento em que estava a iniciar o sprint -- para somar o seu oitavo triunfo no Tour e ficar mais perto da camisola verde e do ambicionado recorde de Erik Zabel, que venceu a regularidade durante seis anos consecutivos.

"Ignoro por que fiquei descalço, não tive sorte, mas embalei novamente e pude ganhar. O final foi um pouco estranho. O Richie [Porte] arrancou em força, eu tentei alcançá-lo, mas quando olhei para a frente, percebi que ainda era muito cedo para me lançar. Sentei-me e esperei", descreveu Sagan que, depois de ser obrigado a uma dança improvisada para se manter na bicicleta, viu Michael Matthews [Sunweb] aproximar-se perigosamente nos centímetros finais e acabar praticamente ao seu lado.

Tão importante como a estreia a vencer do carismático bicampeão do Mundo nesta edição foi o subtil reforço do domínio da Sky, que já tem Chris Froome confortavelmente instalado na segunda posição da geral, a meros 12 segundos da camisola amarela do seu fiel escudeiro Geraint Thomas.

A terceira etapa tinha o aliciante extra de atravessar três países (Bélgica, Luxemburgo e França), algo que não sucedia na prova francesa desde 2009, e, talvez por isso, as escaramuças começaram assim que a bandeira vermelha foi agitada para dar início aos 212,5 quilómetros entre Verviers e Longwy, com o sexteto que animou a jornada a unir-se ao quilómetro 13.

Nils Politt (Katusha Alpecin), Adam Hansen (Lotto-Soudal), Romain Hardy (Fortuneo-Oscaro) Nathan Brown (Cannondale-Drapac), Frederik Backaert (Wanty-Groupe Gobert) e Romain Sicard (Direct Energie) congregaram esforços e construíram uma vantagem que o pelotão não permitiu que ultrapassasse a fasquia dos quatro minutos.

Politt e Brown ainda tentaram 'trair' os companheiros de fuga, mas acabaram absorvidos pouco depois, com o sexteto a ser alcançado por Thomas De Gendt (Lotto-Soudal), Lilian Calméjane (Direct Energie) e Pierre-Louis Périchon (Fortuneo-Oscaro), que saltaram do pelotão, a cerca de 60 quilómetros da meta.

Mais fresco, o trio de intrusos, ao qual se juntou Hardy, atacou e entrou destacado em França, cuja fronteira foi cruzada pela primeira nesta 104.ª edição, ainda com mais de um minuto sobre o grupo, comandado pelo bloco da Bora-hansgrohe.

Mas a fuga esteve sempre condenada, mesmo que Calméjane tenha tentado adiar ao máximo o previsível desfecho -- foi apanhado a dez quilómetros da meta. Com Longwy à vista, perfilou-se na frente do pelotão uma estranha mescla de homens da geral e 'puncheurs', com Richie Porte (BMC) a assomar à cabeça do grupo, mas a ser prontamente tragado pelos habitués deste tipo de chegadas.

Nos derradeiros metros dos 1.600 da subida com uma pendente média de inclinação de 5,6%, o bicampeão mundial e campeão europeu demonstrou ter a lição bem estudada, pairando na frente e esperando pelo momento oportuno para atacar. Foi aí que o seu sapato desencaixou do pedal: obrigado a um malabarismo adicional, Sagan perdeu fôlego, mas não sucumbiu à investida final de Michael Matthews, segundo diante do irlandês Daniel Martin (Quick-Step Floors) e do campeão olímpico, o belga Greg Van Avermaet (BMC)

Dois segundos depois do quarteto, que cumpriu a tirada em 05:07.19 horas, chegaram todos os candidatos da geral, com Thomas a ser oitavo, levando Froome na roda. Os dois homens da Sky ocupam agora as duas primeiras posições, com Matthews a ser terceiro, com o mesmo tempo do tricampeão do Tour.

Tiago Machado, que hoje cedeu 28 segundos, subiu à 51.ª posição da geral, e vai partir para a quarta etapa, uma ligação de 207, 5 quilómetros entre Mondorf-les-Bains (Luxemburgo) e Vittel, com uma desvantagem de 01.30 minutos para o camisola amarela.

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