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"O Marítimo não está à venda ao euro nem ao cêntimo"

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/07/2017 Alcides Freire

Carlos Pereira completou na terça-feira 20 anos como presidente do Marítimo

Carlos Pereira completou na terça-feira 20 anos como presidente do Marítimo e destacou os bons momentos passados desde então, após as graves dificuldades financeiras que o clube atravessou em 1997.

Numa entrevista de mais de uma hora ao canal do clube, o presidente começou por fazer um balanço da sua já longa passagem à frente do emblema insular, que considera ter passado de forma "rápida".

Carlos Pereira, presidente do Marítimo © HELDER SANTOS Carlos Pereira, presidente do Marítimo

"Parece que foi ontem que iniciei esta nova etapa da minha vida no desporto. Passou tão rápido porque passou bem, porque tivemos a capacidade de alterar o rumo dos acontecimentos, saber negociar, reduzir o passivo e aumentar o património", referiu, lembrando os outros 12 anos que passou no Marítimo antes de ser presidente.

Carlos Pereira fazia parte do departamento de futebol até sair por estar "contra o rumo" que o clube estava a seguir, mas viu-se obrigado a regressar para evitar o que seria seguramente "o fim do Marítimo".

"Estava no Alasca, tão longe de casa, a receber notícias que se estavam a passar na Madeira e com as grandes dificuldades que o Marítimo estava a passar", contou.

A sua entrada na presidência dos 'verde rubros', a 04 de julho de 1997, foi confrontada com "muita desconfiança", apesar do seu sucesso como empresário e temeu ficar na história pela negativa, por fechar o clube, considerando a união como base do salvamento do Marítimo.

No 'reinado' de Carlos Pereira, constam sete das nove presenças nas competições europeias, a última das quais conseguida este ano, além de uma final na Taça de Portugal, perdida (2-0) para o FC Porto em 2001, e duas finais consecutivas da Taça da Liga, ambas ganhas pelo Benfica (2-1 em 2015 e 6-2 em 2016).

"O Marítimo foi o único clube que foi a duas finais consecutivas sem ter algum benefício e sem ver reconhecido algum mérito por isso", desabafou.

O novo Estádio do Marítimo é um dos pontos altos dos últimos anos, um "sonho concretizado" que criou inimigos e tirou muitas horas de sono, mas que valeu a pena, após vários episódios de providências cautelares e ações populares.

"Sempre que o homem sonha, a obra concretiza-se. Deu-me anos de vida porque foi uma luta acesa e dinâmica. Nunca vi uma obra com tanta fiscalização e participação. Esquecem-se que isto está sustentado em tantos pareceres e um dos grandes pareceres hoje é presidente da República", destacou.

Com um capital social na SAD a rondar os 92 por cento, a possibilidade de investidores estrangeiros foi questionada, o que o dirigente reagiu com receio por desconfiar de "outros interesses que estão por trás" do interesse desportivo.

"O Marítimo teve várias abordagens, com muita frequência, mas não, o clube não está à venda ao euro nem ao cêntimo", revelou, apesar de admitir um Marítimo "comercial" na SAD, pela via profissional, o que não irá ocorrer com a sua presença.

Carlos Pereira mostrou-se satisfeito com a equipa B, que prefere ver no Campeonato Nacional em vez da II Liga, e anunciou os projetos do Museu e Academia do Marítimo para breve.

Em relação ao futuro, o presidente do conjunto insular espera ver o seu nome "gravado por muitos anos" por sinal do trabalho feito e considera que a sua continuidade irá sempre depender da massa associativa, deixando uma promessa.

"Enquanto eu sentir que sou útil ao Marítimo, irei dar o meu contributo, mas, no dia em que entender que há uma pessoa com perfil, dedicação e vontade, serei o primeiro a ajudá-lo (a substituir-me)", vincou.

Como tal, comprou o camarote no estádio ao lado da tribuna presidencial de forma a preparar-se para o dia em que deixar os comandos do clube.

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