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"O Misantropo", do grego Menandro, a partir de hoje no Teatro Romano de Lisboa

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/07/2017 Administrator

A peça "O misantropo", do grego Menandro, é apresentada hoje, no Teatro Romano de Lisboa, pela companhia de teatro Maizum, no âmbito do Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida.

"O misantropo", a única peça integral do grego Menandro, tem mais de 2300 anos, é encenada por Silvina Pereira e as suas apresentações vão decorrer até ao próximo dia 23, com espetáculos de quinta-feira a domingo, no Teatro Romano de Lisboa, na rua de São Mamede ao Caldas.

Reintroduzir o teatro clássico e devolver o teatro romano de Lisboa à sua função inicial são, segundo a diretora do Museu de Lisboa/Teatro Romano, Lídia Fernandes, objetivos a realizar.

A 63.ª edição do Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida, que abriu na quarta-feira e vai decorrer até 27 de agosto, na cidade espanhola, conta com sete obras, seis das quais estreias absolutas, e um concerto.

"A Oresteia", trilogia de Ésquilo, "Calígula", de Albert Camus, "Troianas", de Eurípides, numa versão de Alberto Conejero, "Séneca", de Antonio Gala, "A bela Helena", de Jacques Offenbach, e "A comédia das mentiras", de Pep Anton Gómez e Sergi Pomermayer, a partir da obra de Plauto, são as peças a estrear nesta edição do festival espanhol.

Ana Moura é a única portuguesa a participar na edição deste ano, no dia 17 de agosto, a par do Concerto de Arcangél com Las Nuevas Voces Búlgaras.

"Viriato", de Florián Recio, é a peça que vai encerrar esta edição o certame.

Exposições, teatro de pequeno formato noutros locais romanos da capital estremenha, jornadas de estudo e debates e um campo de trabalho internacional de jovens constam também da programação do festival.

O certame conta ainda com representações noutros teatros romanos da Estremadura espanhola, como Medellín e Regina e, pela primeira vez, a cidade romana de Cáparra, na província de Cáceres.

A estreia de "O misantropo", no âmbito do Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida, à semelhança do que aconteceu em 2016, abre a possibilidade de, no próximo ano, haver uma extensão do evento, na capital portuguesa.

"A ideia é começar [o festival] nos teatros mais antigos e prolongá-lo até à época romana", disse Lídia Fernandes à agência Lusa, quando da apresentação do certame, em Lisboa, em maio.

"Isso não obsta a que, em 2018, não possamos vir a ter [em Lisboa] uma participação de uma companhia de teatro espanhola, que apresente uma peça mais recente, sempre de autores clássicos, integrada na programação do Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida", acrescentou a diretora do Teatro Romano.

O Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida é o mais antigo festival clássico celebrado em Espanha e um dos mais importantes do seu género.

Este festival realiza-se anualmente, durante os meses de julho e agosto, no Teatro Romano de Mérida, um dos edifícios cénicos do Império Romano, melhor conservados.

À semelhança do Teatro Romano de Lisboa, ambos os monumentos datam da época do imperador Augusto e procuram divulgar estes edifícios únicos da arquitetura romana.

O Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida iniciou-se em 1933, colocando em cena a peça "A Medeia", do poeta romano Séneca, numa versão de Miguel de Unamuno, que contou com a atriz Margarita Xirgu como protagonista.

O Festival foi interrompido de 1935 a 1952 e reiniciou-se em 1953, com a representação de "Fedra", de Eurípides.

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