Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

" O Paços é um clube vendedor e não pode ser barriga de aluguer"

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/05/2017 Alcides Freire

O antigo presidente Carlos Barbosa está decidido a voltar ao cargo para devolver o clube ao projeto de crescimento que considera desvirtuado pelos ex-companheiros de executivo que lhe sucederam

O sentimento de "revolta" perante a "incompetência" dos antigos companheiros do elenco diretivo levou Carlos Barbosa a disputar o regresso à presidência do Paços de Ferreira, clube que, até hoje, só conhecera listas consensuais. As eleições são amanhã e o candidato da Lista B conta o que pretende e o que o separa dos adversários, o atual presidente, Paulo Meneses (Lista A) e Rui Seabra, líder da sociedade que gere o futebol.

O que o levou a candidatar-se contra a equipa com a qual obteve bons resultados?

O que me leva realmente a candidatar-me contra os meus antigos colegas de Direção é a incompetência com que estão a gerir o clube.

Acusa-os de falta de visão. É isso o que pode acrescentar?

Tenho uma visão geral, tanto empresarial como desportiva muito mais abrangente e perspicaz do que eles. Os resultados estão à vista. Tudo o que estão a fazer deve-se ao trabalho dos anos em que lá estive. Tinham lá, na altura, quem conseguia fazer mais sozinho do que eles todos.

O que é mais urgente?

A visão desportiva e a sustentabilidade do clube. Não posso crer nem admitir que, com dois presidentes - um sempre ausente, outro que pouco percebe - estejam umas obras por acabar há três anos; que haja obras em curso sem acabar as que estão começadas; e não vejo projeto desportivo para o futuro. Basta ver a questão dos empréstimos, o que têm gerado para o clube.

Como se podem rentabilizar?

Não sou contra as cedências. Sou contra a forma como têm sido contratados os jogadores emprestados. Além de, desportivamente, não terem sido, por enquanto, uma mais-valia, nem desportiva nem financeira, a terem que vir, têm de ser jogadores muito acima da média, titularíssimos, e que rendam alguma coisa para o clube. Os da atual Direção, até ao momento, não renderam um cêntimo ao clube e só geraram despesa. Podem render com a partilha de passe. O Paços de Ferreira é um clube vendedor e não pode ser barriga de aluguer. Terá sempre de arranjar formas de partilhar os passes e não ter os jogadores apenas emprestados.

Estas têm sido épocas serenas para o Paços de Ferreira. Seria mais fácil querer mudar um clube aflito. A tranquilidade pode ser sua adversária ou acha que a equipa podia ter feito melhor?

Nós não nos podemos acomodar. Quando há um projeto, normalmente, não é ao fim de um ou dois anos que as coisas se desmoronam. O que vem a seguir, e isso é que me preocupa, é que não vejo projeto e temo pelo futuro do Paços, porque nada está a ser feito para a sustentabilidade e a projeção do clube, nos próximos anos. Não adianta estar a fazer obras sem estarem acabadas, sem serem rentabilizadas, e não vejo progressos na gestão desportiva, em todos os escalões. Não vejo melhorias e tem havido desmazelo nesse tipo de contratações.

Carlos Barbosa © Fornecido por O jogo Carlos Barbosa

Por que deixou de haver condições para serem todos uma equipa?

Deixou de haver condições porque eu tinha umas ideias muito mais válidas para o clube; sempre tive um programa de crescimento sustentado para o clube e foi visível com a construção da nova bancada, com os dinheiros que foram sempre bem investidos para remodelar o estádio e fazer crescer o clube. A partir do momento em que vejo pessoas ligadas à Direção que tentam desviar negócios de sustentabilidade que temos apalavrados ou bem encaminhados para irem para as nossas instalações; em que vejo que as pessoas põem os interesses pessoais à frente dos do clube, daí a minha revolta. Não estão a fazer um bom serviço ao clube.

Rui Seabra devia afastar-se?

Uma vez que foi parte envolvida nos assuntos que diriam respeito ao Paços e não a ele, mas que foram passados para o pai dele, devia ter posto o lugar à disposição. Para não haver conflito de interesses. Esclarecia a coisa melhor, não andando em sessões de esclarecimento com mentiras pelo meio. Toda a gente sabe que é verdade aquilo que se passou. Uma vergonha.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon