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O que mudou neste FC Porto? Há um antes e um depois de Brahimi

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/04/2017 Alcides Freire

Entrou ao intervalo contra o Braga, no Dragão, foi dos melhores, o FC Porto ganhou e Nuno nunca mais o excluiu

Há um FC Porto antes e um FC Porto depois de Brahimi. Os números da infografia abaixo traduzem esta evidência de uma forma mais vincada, mas nem era preciso uma leitura tão funda para recordar o óbvio: quando, a 3 de dezembro, Nuno Espírito Santo lhe deitou a mão contra o Braga, os dragões não eram sequer parecidos com a equipa que agora deita fogo e, de forma mais ou menos regular, goleia adversários e ataca o título de modo cada vez mais firme. Passaram, entretanto, 17 jogos. Brahimi e o FC Porto deram a volta juntos. E um puxou pelo outro.

Os índices ofensivos da equipa são todos superiores desde então: mais remates, mais cruzamentos, mais e melhores dribles. E é claro que a inclusão de Brahimi tem relação direta com isso, ou não fosse ele sempre um dos que mais rematam, mais cruzam e mais driblam. A melhoria tem reflexo nos números que realmente interessam: o FC Porto não perdeu desde então para a Liga, tem 82% de triunfos, marca quase mais um golo por jogo e, adivinhe, sofre os mesmos (0,47 por jogo), o que desmente a teoria de que, com o argelino em campo, o coletivo sofre do ponto de vista defensivo. Quer um dado extra? Em 17 jogos foram 14 vitórias e três empates, mas num deles, em Paços de Ferreira, o africano estava na CAN.

© Fábio Poço/Global Imagens

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Nesta fase sobra a dúvida: como teria sido se Nuno tivesse incluído o desequilibrador nos planos logo desde início? A estatística critica a opção do treinador, mas o passado do jogador permite a teoria de que os quatro meses de intermitência lhe fizeram bem para crescer como jogador e lhe devolver o compromisso que, aparentemente, foi menor enquanto o mercado não fechou. Ninguém saberá como, efetivamente, teria sido, mas o melhor dragão da atualidade sabe que não pode dispensar Brahimi. E Nuno também sabe da sua importância e não o esconde. Aliás, a fotografia de ontem, aqui ao lado, é sintomática quanto à sintonia e ao agradecimento.

Para terminar, os números individuais. Até ao Braga, e apenas nos jogos para a I Liga, Brahimi tinha sido titular uma vez (empate a zero em Tondela), somava 125 minutos e um golo marcado, ao Arouca. Entretanto jogou 11 vezes como titular, meteu 967 minutos, marcou quatro golos e ofereceu três.

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