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O videoárbitro falhou no Portugal-Chile? "É uma panaceia que protela em vez de curar"

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/06/2017 Alcides Freire
© Jorge Amaral/Global Imagens

No Portugal-Chile, o árbitro entendeu não precisar de apoio do videoárbitro. Tem havido irregularidade de critérios e incongruência de atitudes na aplicação da nova tecnologia, entende Jorge Coroado.

Para Jorge Coroado, o videoárbitro (VAR) não vai acabar com as sucessivas polémicas sobre arbitragem no futebol português. A meia-final entre Portugal e Chile, na Taça das Confederações, é prova disso, uma vez que, segundo Coroado - comentador e membro do Tribunal d' O JOGO - , "o árbitro entendeu ser o dono da situação e não precisar de apoio".

Isso não é mau por si, pois, diz o antigo árbitro, "a lei determina que seja o árbitro a decidir, alguém com personalidade e convicções fortes, é isso que se pretende". A questão é que aconteceram lances, no Portugal-Chile, como um alegado penálti de José Fonte e uma mão num lance do André Silva na área do Chile, que são passíveis de discussão.

"O sistema ainda revela irregularidade de critérios e incongruência de atitudes. Embora tenham sido divulgadas áreas objetivas de intervenção, parece que estas foram ultrapassadas em determinados momentos", afirma Jorge Coroado.

O elemento do Tribunal d' O JOGO entende que, em alguns casos, o uso do VAR tem ido contra as leis do futebol. E especifica: "O que tem acontecido é que em determinadas situações, os árbitros têm voltado com a decisão atrás. Podem recorrer ao VAR, mas antes de decidirem dar continuidade ao jogo e não para refazer decisões".

Para Jorge Coroado, a utilidade do VAR "não justifica o investimento tão grandioso que vai ser feito em Portugal". "Pelo investimento, mas também pelos recursos que não temos. Quem vai manejar o VAR? E como se aplica o VAR da mesma forma em todos os jogos. O VAR é uma panaceia que protela em vez de curar", defende.

Mesmo com os jogos da próxima época da I Liga todos a usarem o VAR, as polémicas prometem continuar, segundo o antigo árbitro. E dá um exemplo: "Na Taça de Portugal, se o resultado fosse o contrário e tivesse o Vitória de Guimarães ganho a final em vez do Benfica, de certeza que ia haver discussão por lances que aconteceram na área do V. Guimarães. Vai redundar nessa situação", concluiu.

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