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Obra de Maria João Reynaud vence Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/09/2017 Administrator

O ministro da Cultura felicitou hoje Maria João Reynaud pela atribuição do Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho, reefrindo que os ensioas da investigadora "lançam um olhar lúcido sobre algumas das questões centrais dos estudos literários".

Luís Filipe Castro Mendes, em comunicado hoje divulgado, "saúda e felicita vivamente" a ensaísta Maria João Reynaud pela atribuição do Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho, que lhe foi atribuído pela publicação da coletânea "Margens -- Ensaios de Literatura".

"Neste livro, Maria João Reynaud analisa com brilho e profundidade mais de uma dezena de autores que marcaram decisivamente os últimos dois séculos, desde Alexandre Herculano ou Raúl Brandão até Mário Cláudio ou José Tolentino Mendonça, passando por Agustina Bessa-Luís ou Eduardo Prado Coelho", lê-se no comunicado ministerial

"Evidenciando uma perspetiva transversal e integradora, os ensaios de Maria João Reynaud procuram sempre abrir novas pistas de leitura e lançam um olhar lúcido sobre algumas das questões centrais dos estudos literários", remata Castro Mendes

O livro "Margens. Ensaios de Literatura Portuguesa", de Maria João Reynaud, venceu por unanimidade o Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho, anunciou hoje a Associação Portuguesa dos Críticos Literários.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o júri, que foi constituído por Liberto Cruz, Ramiro Teixeira e Paula Cristina Costa, refere que "Os ensaios coligidos em 'Margens', de Maria João Reynaud, situam o comentário crítico num dos patamares mais elevados da crítica literária portuguesa atual".

"Centrando-se sobretudo no estudo de obras específicas de autores portugueses (poetas, ficcionistas e ensaístas), Maria João Reynaud abre perspetivas muito ricas acerca das condições de existência da cultura portuguesa na modernidade", afirma o júri.

Segundo a autora, citada pelas Edições Afrontamento, que chancelam a obra, "os ensaios coligidos no presente volume tiveram quase sempre como ponto de partida notas marginais que pontuaram, com grande liberdade, percursos de leitura e linhas de reflexão que incidem sobre alguns dos autores que marcaram" a docência universitária da autora "e cujas obras revelam, por diversos modos, a incessante novidade da literatura e a sua força inexaurível".

Maria João Reynaud é professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e autora de uma extensa obra ensaística. Doutorada em Literatura Portuguesa com uma dissertação sobre as três versões de "Húmus", de Raul Brandão, lecionou Literatura Portuguesa dos séculos XIX e XX, e orienta seminários de Poesia Portuguesa Contemporânea.

Nas áreas do ensaio e da crítica tem publicado estudos e artigos sobre narrativa, poesia e teatro em revistas nacionais e estrangeiras, e dirige a edição de "Obras de Jacinto do Prado Coelho".

Reynaud é autora, entre outros títulos, na área de ensaio, de "Metamorfoses da Escrita" (2000), que lhe valeu o Prémio P.E.N. Clube de Ensaio, "Húmus", de Raul Brandão, edição crítica em três volumes, (2000), "Fernando Echevarría - Enigma e transparência" (2001) e ainda de "Ana e o Arco-Íris" (1985), na área de literatura infantil, e o livro de poesia "Luz de Intimidade" (2004).

O Prémio Jacinto do Prado Coelho, no valor pecuniário de 4.000 euros, é apoiado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, e será entregue "em data a anunciar", segundo a Associação Portuguesa dos Críticos Literários.

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