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OCDE melhora previsão de crescimento mundial para 3,7% em 2018

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/09/2017 Administrator

A OCDE manteve a projeção de crescimento da economia mundial para este ano, nos 3,5%, e melhorou ligeiramente a previsão para o próximo ano, para os 3,7%, uma revisão em alta de 0,1 pontos.

No relatório intercalar hoje publicado, em que atualiza apenas as projeções de crescimento das maiores economias do mundo, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) espera que a zona euro cresça 2,1% em 2017, uma melhoria de 0,3 pontos face a junho, e que desacelere o ritmo de crescimento para os 0,9% em 2018, o que ainda assim é ligeiramente mais otimista do que a projeção de há três meses.

Esta perspetiva mais otimista da OCDE para o crescimento da zona euro fica a dever-se à evolução das economias alemã, francesa e italiana, as únicas para as quais são avançadas novas previsões, tendo a organização liderada por Angel Gurría melhorado todas as projeções.

A Alemanha deverá crescer 2,2% este ano e 2,1% no próximo (uma melhoria de 0,2 e de 0,1 pontos, respetivamente), França deverá crescer 1,7% em 2017 e 1,6% em 2018 (uma subida de 0,4 e de 0,1 pontos em cada um dos anos) e Itália deverá crescer 1,4% e 1,2% em 2017 e em 2018, respetivamente (o que se traduz numa melhoria da projeção de 0,4 pontos em cada um dos anos).

A previsão para os Estado Unidos da América manteve-se inalterada nos 2,1% este ano e nos 2,4% no próximo, ao passo que a do Japão foi melhorada em 0,2 pontos em cada um dos anos, respetivamente, para os 1,6% e para os 1,2%.

Ainda dentro das economias desenvolvidas, a OCDE antecipa que o Canadá cresça 3,2% em 2017 (uma melhoria de 0,4 pontos), desacelerando o ritmo de crescimento para os 2,3% em 2018 (mantendo a previsão avançada há três meses).

Quanto ao Reino Unido, a economia do país deverá crescer 1,6% e 1% em 2017 e em 2018, respetivamente, tendo a OCDE mantido as expectativas que tinha em junho.

Olhando para os chamados 'BRIC', a OCDE melhorou as previsões económicas da China, para os 6,8% este ano e 6,6% no próximo, e da Rússia, para os 2% e 2,1% em cada ano, respetivamente, mas piorou as perspetivas da Índica, para os 6,7% em 2017 e para os 7,2% em 2018.

O Brasil, por seu lado, deverá crescer 0,6% este ano, uma revisão em baixa de 0,1 pontos, e 1,6% no próximo ano, mantendo a OCDE a projeção de há três meses.

No relatório, a OCDE refere que a melhoria da atividade económica "se tornou mais sincronizada entre os países" e que "o investimento, o emprego e o comércio estão a expandir-se", mas alerta que " ainda não está garantido um crescimento global forte e sustentado no médio prazo".

A instituição entende que "a recuperação do investimento empresarial e do comércio continua mais fraca do que o necessário para manter um crescimento saudável da produtividade" e considera que o crescimento dos salários "tem sido desapontante, mantendo a inflação em níveis baixos".

Neste sentido, defende que a política "não deve ser complacente" face a um momento de crescimento de curto prazo mais forte e recomenda que a política monetária se mantenha acomodatícia em algumas economias que "com um olho na estabilidade financeira para que continue a dar apoio enquanto é feito um reequilíbrio adicional nas frentes orçamental e estrutural".

Entre as recomendações da OCDE está ainda a necessidade de intensificar os esforços estruturais para "impulsionar a recuperação que começa no investimento, para atacar o lento crescimento da produtividade e para garantir que a recuperação traz benefícios para todos".

No lado orçamental, a organização refere que os governos "devem garantir que a flexibilidade orçamental é usada para melhorar as condições do lado da oferta" e que "deve ser dada prioridade à despesa pública que traga os maiores benefícios para um crescimento inclusivo", dando a OCDE como exemplos de "despesa pública de qualidade" os realizados em educação, infraestruturas, benefícios às famílias e investimentos em saúde.

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