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Ocidentais querem ação da ONU contra Irão por testar lançador de satélites

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Administrator

Os EUA, apoiados por França, Reino Unido e Alemanha, pressionaram hoje o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas a agir depois de o Irão ter testado um lançador de satélites, que consideraram uma provocação e ameaça.

Em carta dirigida ao Conselho de Segurança, a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, afirmou que o aparelho testado, "se fosse configurado como míssil balístico", poderia ter a capacidade de transportar uma ogiva nuclear.

"Este ensaio representa uma etapa ameaçadora e provocadora do Irão", afirmou-se na carta, escrita em nome dos quatro aliados.

Em 27 de julho, o Irão testou um lançador de satélites capaz de colocar engenhos com 250 quilos a uma altitude de 500 quilómetros e inaugurou o seu primeiro centro de lançamento de satélites na província de Semnan, a leste de Teerão.

Os EUA já apelaram por várias vezes à intervenção da ONU contra os ensaios de mísseis iranianos, mas a Federação Russa, que dispõe de direito de veto no Conselho de Segurança, considera que o Irão não viola os seus compromissos.

Os quatro países ocidentais estimam que o último ensaio iraniano contrataria a resolução 2231, adotada em julho de 2015, para enquadrar um acordo nuclear com as grandes potências.

Argumentam que esta resolução interdita ao Irão a realização de testes de mísseis e que a tecnologia utilizada nos lançadores de satélites é idêntica à dos mísseis balísticos.

Depois do ensaio iraniano, os EUA decretaram sanções contra seis empresas implicadas, segundo eles, no programa iraniano dos mísseis.

"A continuação de um programa de desenvolvimento de mísseis balísticos desrespeita a resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU e tem um efeito desestabilizador na região", afirmou-se na carta, lida pela AFP.

O Irão rejeitou estas acusações, afirmando que estes mísseis não são "concebidos" para transportar cargas nucleares e que não tem a intenção de produzir bombas atómicas.

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