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OE2018: BE com "enorme preocupação" sobre segunda metade da legislatura

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/10/2017 Administrator

A coordenadora do BE mostrou hoje "enorme preocupação" com a segunda metade da legislatura, mesmo com os diversos objetivos conseguidos em acordos com o PS nas negociações para o Orçamento do Estado para 2018 (OE2018).

Catarina Martins, que prometeu que o BE vai ainda bater-se por mais medidas de reposição de direitos e rendimentos na discussão na especialidade do OE2018, realçou o que falta ao nível da legislação laboral, valorização salarial e do peso considerado excessivo da dívida externa, em conferência de imprensa após reunião da Mesa Nacional bloquista, órgão máximo entre Convenções Nacionais bloquistas.

"Apesar da estabilização da situação económica por força da aplicação do acordo para parar o empobrecimento, o país permanece sob fortes riscos decorrentes das áreas onde o acordo ainda não chegou", afirmou.

A dirigente do BE referia-se ainda aos custos de "setores rentistas" como o da energia ou das Parcerias Público-Privadas (PPP) na saúde, além da falta de investimento em diversos serviços públicos e a necessidade de relançar a contratação coletiva e a valorização dos salários.

Catarina Martins congratulou-se com os almejados avanços na reestruturação do IRS, com dois novos escalões, e do mínimo de existência, a vinculação de precários da administração pública, a integração extraordinária de 3.500 professores, o descongelamento das carreiras da função pública, bem como o aumento real de todas as pensões.

A proposta do OE2018 será discutida na generalidade, na Assembleia da República, em 02 e 03 de novembro, seguindo-se o debate na especialidade e a votação final global está agendada para 28 de novembro.

Na proposta de OE2018 entregue na sexta-feira à noite pelo Governo no parlamento, o executivo prevê um défice orçamental de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) e um crescimento económico de 2,2% no próximo ano.

O Governo melhorou também as estimativas para este ano, prevendo um crescimento económico de 2,6% e um défice orçamental de 1,4%. Quanto à taxa de desemprego, deve descer de 9,2% este ano para 8,6% no próximo.

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