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OE2018: BE diz que compromisso é acabar com corte de 10% em todos os subsídios de desemprego

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/09/2017 Administrator

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, recordou hoje o compromisso do Governo de acabar com o corte de 10% em todos os subsídios de desemprego no Orçamento do Estado para 2018, manifestando "toda a confiança" no cumprimento desta promessa.

A caravana da campanha autárquica do BE começou hoje o dia com uma visita à Escola Profissional do Montijo, distrito de Setúbal, onde Catarina Martins recordou que o BE já apresentou uma proposta para acabar com o corte de 10% em todos os subsídios de desemprego, mas na altura o Governo apenas alterou aqueles subsídios que ficavam, depois do corte, abaixo do Indexantes de Apoio Social (IAS) por causa de uma recomendação do Provedor de Justiça.

"Na altura, o compromisso do Governo foi que acabava ainda este ano com o corte para as pessoas que se enquadravam na recomendação do Provedor de Justiça e acabava para todos os subsídios de desemprego no próximo Orçamento do Estado. Esse é um compromisso assumido e é um compromisso que temos toda a confiança que estará plasmado no Orçamento do Estado", disse.

Para o BE, "o subsídio de desemprego, como é uma prestação contributiva para a qual as pessoas descontaram, não tem que ter corte nenhum de 10%, independentemente do montante".

Em Portugal, segundo Catarina Martins, há "um problema de desemprego de longa duração que tem de ser abordado, que precisa de ter resposta".

"Muitas destas pessoas não têm formação para o emprego que está a ser criado hoje em Portugal. Nós precisamos de abordar o problema da formação de adultos e da reconversão profissional do desemprego de longa duração de uma forma muito séria", defendeu.

Formação profissional financiada, que esteja relacionada com as competências que as pessoas têm e que as direcionem para novas competências onde haja mercado de trabalho a crescer é a proposta da líder bloquista.

"Eu lembro que o Governo PSD/CDS acabou, completamente, com a formação para adultos e não apareceu ainda um novo modelo que possa responder pelas necessidades do país", disse ainda, numa crítica à falta de resposta do atual executivo socialista.

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