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OE2018: CGTP avisa Governo que trabalhadores têm "última palavra" (ATUALIZADA 2)

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/09/2017 Administrator

A CGTP-In recusou hoje um cenário de crise política com o Orçamento de Estado para 2018 mas avisou o Governo que "serão os trabalhadores a ter a última palavra" se as suas reivindicações não forem atendidas. A posição foi expressa por Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, após um encontro de uma hora e meia com a direção da bancada do PCP, na Assembleia da República, em Lisboa, que serviu para apresentar as suas propostas para o Orçamento do ...

A CGTP-In recusou hoje um cenário de crise política com o Orçamento de Estado para 2018 mas avisou o Governo que "serão os trabalhadores a ter a última palavra" se as suas reivindicações não forem atendidas.

A posição foi expressa por Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, após um encontro de uma hora e meia com a direção da bancada do PCP, na Assembleia da República, em Lisboa, que serviu para apresentar as suas propostas para o Orçamento do Estado de 2018.

Arménio Carlos recusou-se a elaborar cenários de "chumbo" do orçamento se persistir o impasse nas negociações do Governo quanto ao descongelamento das carreiras na função pública, embora admitindo a justiça de uma greve dos funcionários públicos, e garantiu que não quer o regresso da direita (PSD/CDS-PP) ao poder.

"Pela nossa parte não queremos voltar ao passado. Há saudosistas que, estando no governo anterior, estão ansiosos por voltar ao poder, mas esses connosco não contam", assegurou.

Num momento em que o Governo minoritário do PS está a negociar o Orçamento com os partidos à esquerda, o dirigente sindical da CGTP afirmou que o executivo tem a "dupla responsabilidade" de "corresponder às expectativas criadas" e "melhorar as condições de vida e trabalho dos portugueses".

Para a CGTP, é tudo uma questão de vontade e de opções, entre ter dinheiro, por exemplo, para as Parcerias Público-Privadas e dar resposta às reivindicações dos sindicatos, por exemplo.

"Se o Governo estiver disponível, cá estaremos para encontrar soluções. Se não estiver, serão os trabalhadores a ter a última palavra. Uma coisa é certa: o Governo, se quiser, pode resolver os problemas", afirmou Arménio Carlos após a reunião com o líder parlamentar comunista, João Oliveira, e a deputada Rita Rato.

Arménio Carlos prometeu esperar pelo "conteúdo concreto" do Orçamento e continuar "a influenciar o Governo e os grupos parlamentares" para as propostas da central sindical.

Essas propostas passam por uma valorização dos salários dos trabalhadores e pela resposta, dos serviços públicos, às necessidades das populações, num orçamento que deve liberta-se da "prisão" da "ditadura do défice" e do tratado orçamental.

Nos salários, afirmou, o "Estado deve dar o exemplo" e fazer uma "evolução dos salários", com o descongelamento das carreiras na função pública.

Depois, lembrou que os aumentos salariais têm retorno na economia e disse serem necessárias medidas de combate à precariedade no emprego.

O dinheiro é, para Arménio Carlos, uma questão de opção do Governo do PS, que tem tido o apoio da esquerda, PCP, BE e PEV.

"Não haverá dinheiro para responder as estas necessidades dos trabalhadores que custam incomparavelmente muito menos do que estamos a gastar nas PPP? Há. É uma questão de opção", concluiu.

O secretário-geral da CGTP deixou ainda outro aviso ao executivo ao dizer que é precisar dar resposta "finalmente às expectativas legitimamente criadas por quem votou, em outubro de 2015, contra a política do passado e exigiu uma mudança".

Para o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, tratou-se de "uma reunião positiva" com a CGTP.

O caderno reivindicativo da CGTP, admitiu, é "em muitos casos coincidente" com as propostas do PCP, como é o caso do aumento do salário mínimo nacional para 600 euros, a defesa dos serviços públicos ou o combate à precariedade no trabalho.

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