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OE2018: Líder do CDS-PP aguarda por "leitura de conjunto" após "leilão de propostas"

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/10/2017 Administrator

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, disse hoje aguardar por "uma leitura de conjunto" da proposta do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), depois do "leilão" apresentado pelo Governo durante a campanha eleitoral.

"Aquilo que ouvimos durante o tempo da campanha eleitoral foi um grande leilão de propostas. Ficamos sem saber, afinal, o que é que está e o que é que vai aparecer no Orçamento do Estado", afirmou.

Segundo a líder do CDS-PP, que falava aos jornalistas durante uma visita a uma exploração agrícola afetada pela seca, no concelho de Évora, o partido aguarda, por isso, "essa leitura de conjunto" da proposta do OE2018.

"As coisas são feitas de escolhas e é preciso ter uma leitura de conjunto para perceber como é que nós, CDS-PP, faríamos, em muitos casos diferente, e que propostas é que vamos apresentar para evidenciar esta nossa alternativa ao Governo das esquerdas unidas", acrescentou.

Questionada sobre eventuais alterações ao IRS, que poderão fazer parte do OE2018, Assunção Cristas considerou que "é cedo" para comentar medidas concretas, por as desconhecer, e reiterou que o seu partido aguarda por "aquilo que será hoje transmitido" pelo Governo, na reunião que está agendada para esta tarde, e por "aquilo que será entregue no parlamento, expectavelmente, na sexta-feira".

O CDS-PP, referiu, vai "analisar com todo o cuidado o OE2018 e, com base naquilo que for apresentado pelo Governo", irá apresentar "mais propostas", tal como tem acontecido "todos os anos".

Na reunião agendada para hoje com o Governo, a propósito do OE2018, o CDS-PP vai aproveitar "para transmitir as 10 propostas que já apresentou", explicou a líder partidária, realçando que uma delas está, precisamente, relacionada com a situação de seca que o país atravessa.

Segundo Cristas, trata-se da "criação de um fundo de emergência, com cerca de 30 milhões de euros, a pensar nas situações de seca", nomeadamente no que diz respeito ao abastecimento às populações ou ao apoio aos agricultores para o abeberamento animal.

"A dotação provisional, que é muito grande normalmente, parece que chega para outras coisas, mas para esta não tem chegado. Então, vale a pena pensarmos num fundo específico para as situações de seca ou de irregularidades climáticas", as quais "precisam de ter um acionamento rápido de medidas", pelo que "é bom que haja uma verba já reservada", defendeu.

Questionada sobre qual será o sentido de voto do CDS-PP em relação ao OE2018, Assunção Cristas frisou que o "natural" é que espelhe a "visão alternativa" do seu partido para o país.

"O sentido de voto tem a ver com essa visão alternativa, mas o CDS-PP nunca teve um único sentido de voto, exclusivo, sempre olhámos com muita atenção e muito cuidado para todas as normas do Orçamento do Estado. Numas votamos contra, mas noutras abstemo-nos e noutras temos votado também a favor, naquelas que entendemos que vão no bom sentido", disse.

Quanto à acusação formal ao antigo primeiro-ministro, José Sócrates, no âmbito da 'Operação Marquês', num total de 31 crimes, a presidente do CDS-PP escusou-se a comentar "casos concretos, em particular da justiça penal", mas recordou que o país precisa "de uma justiça a funcionar bem" e que o seu partido vai dar "particular atenção, neste ano parlamentar" a esta área.

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