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OE2018: "Os Verdes" propõem contribuição extraordinária sobre lucros das celuloses

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/10/2017 Administrator

O Partido Ecologista "Os Verdes" vai propor, em sede de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), uma contribuição extraordinária sobre os lucros das indústrias da celulose, decidiu hoje o seu Conselho Nacional, em Lisboa.

"[A iniciativa] visa a criação de uma contribuição extraordinária sobre os lucros do setor das celuloses, tal como existe no setor energético, que reverterá para a plantação de espécies autóctones e de folhosas", segundo fonte ecologista.

A reunião dirigente máxima entre Convenções Nacionais do PEV também se debruçou sobre os resultados das eleições autárquicas, em que concorreu juntamente com o PCP na Coligação Democrática Unitária (CDU), deliberando que o desfecho "ficou aquém do esperado", e analisou a proposta de OE2018, julgando que a mesma "vem dar sequência às linhas de orientação" começadas em 2016.

Sobre o relatório da Comissão Técnica Independente (CTI) nomeada para analisar os incêndios rurais de junho na região Centro, em particular o fogo que deflagrou em Pedrógão Grande, "Os Verdes" realçam as "muitas debilidades que vêm ao encontro das preocupações, alertas e propostas" do partido, nomeadamente "orientações na política florestal portuguesa que se têm averiguado erradas e dramáticas para a defesa da floresta contra incêndios", sobretudo no "ordenamento".

O PEV defende, entre outras medidas, "a necessidade e urgência de se promover uma floresta diversificada que incorpore espécies de folhosas e de crescimento lento" e "apoios para compensar a não existência de rendimentos durante alguns anos para a criação da floresta de carvalhos, castanheiros e outras folhosas".

O documento da CTI, que analisa incêndios em 11 concelhos dos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco ocorridos entre 17 e 24 de junho, refere que, apesar de o fogo de Pedrógão ter tido origem em descargas elétricas na rede de distribuição, um alerta precoce poderia ter evitado a maioria das 64 mortes registadas.

Além disso, acrescenta, "não foram mobilizados totalmente os meios disponíveis" no combate inicial e houve falhas no comando dos bombeiros.

A GNR fica, por outro lado, ilibada de direcionar carros para a Estrada Nacional 236-1, onde ocorreram cerca de metade das mortes.

O documento aponta falta de conhecimento técnico no sistema de defesa florestal e falta de preparação dos atuais sistemas de combate às chamas para as alterações climáticas, confirmando, por outro lado, falhas de comunicação do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, na sequência da divulgação do relatório, que o Governo assumirá todas as responsabilidades políticas, se for caso disso.

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