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Oito anos depois, julgamento por queda de arriba em Albufeira ainda sem data

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/10/2017 Administrator

O julgamento do Estado pela derrocada de uma arriba na praia Maria Luísa, em Albufeira, que causou há oito anos a morte de cinco pessoas, continua sem data marcada, disse hoje a advogada dos familiares de uma das vítimas.

O Estado vai responder pelo pedido de indemnização de 900 mil euros feito pelos familiares dos cinco mortos após o desmoronamento de um leixão, na manhã de 21 de agosto de 2009, na praia Maria Luísa, num processo a decorrer no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.

Segundo Germana Sanhudo, advogada do viúvo e das duas filhas de uma das vítimas mortais, então com 37 anos, a evolução do processo está agora dependente da conclusão das perícias médico-legais pedidas a um dos sobreviventes, que é também demandante contra o Estado, mas que agora trabalha no Dubai.

"Ainda estamos a aguardar que um dos sobreviventes se desloque a Portugal para que sejam concluídas as perícias pelo Instituto de Medicina Legal, o que poderá acontecer em dezembro, se o demandante fizer coincidir a sua vinda com o período de férias", adiantou a advogada.

De acordo com Germana Sanhudo, "já terminou a fase dos articulados, já foi concluída uma outra fase que é o saneamento do processo, que indica qual é a matéria que vai ser levada a julgamento, já estão indicadas as provas e uma das provas são exatamente as lesões sofridas por um dos sobreviventes, que é demandante".

Além dos familiares que representa, são ainda demandantes o pai e avô das outras quatro vítimas mortais - uma família constituída por um casal, com 59 e 57 anos, e as duas filhas, de 31 e 26 anos - e um sobrevivente, então com 24 anos, que era namorado de uma destas jovens e ficou ferido com gravidade no acidente.

Todas as pessoas envolvidas no acidente eram turistas a passar férias no Algarve: a família de quatro pessoas residia na freguesia de Ramalde, no Porto, enquanto a quinta vítima era residente em Coimbra.

Os demandantes consideram que existiu "omissão de deveres que competem ao Estado, através de diversos institutos, porque havia uma falésia que tinha de ser monitorizada para não constituir risco".

Apesar das placas colocadas a indicar risco, de acordo com os demandantes "não foi avaliado o risco real do que poderia representar a queda da falésia".

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