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OLP denuncia aumento em 85% da atividade colonial de Israel entre 2016 e 2017

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/09/2017 Administrator

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) alertou hoje diversos países sobre o aumento em 85% da atividade colonial israelita em 2017, em relação à registada no ano anterior.

Numa carta enviada a diversas delegações diplomáticas e divulgada pela agência noticiosa Efe, o secretário-geral da OLP, Saeb Erekat, adverte que nos últimos anos os palestinianos registaram "uma aceleração dos planos israelitas para anexar território do Estado ocupado da Palestina, e ainda consolidar e cimentar a presença israelita em várias zonas da Palestina ocupada".

De janeiro a agosto de 2017, a OLP contabilizava pelo menos 56 planos, que incluem 4.909 apartamentos em colonatos israelitas em território ocupado, considerados ilegais e ilegítimos por diversas instâncias internacionais.

Este número implica um aumento de 85% face a todos os colonatos aprovados em 2016, assegura o documento, que assinala em simultâneo à ampliação das colónias "conversações no governo israelita para anexar territórios palestinianos e a designada 'municipalidade de Jerusalém', incluindo áreas do distrito de Jerusalém leste".

A parte leste da cidade, que os palestinianos reclamam como a capital do seu estado, está ocupada desde 1967 e foi anexada em 1980 numa decisão unilateral israelita não reconhecida pelas instâncias internacionais.

O dirigente palestiniano acusou ainda Israel de intensificar as demolições, desalojamentos e confiscação da ajuda internacional "com o objetivo de avançar com os planos de anexação", e enumerou diversos casos de demolições, aprovação de novas colónias ou do seu alargamento, entre outras medidas.

O secretário-geral da OLP pediu "ações tangíveis", como a publicação pela ONU de uma lista de empresas com atividade nos colonatos -- uma medida à qual se opõem Israel e os Estados Unidos -- ou a proibição dos produtos provenientes dos colonatos.

"É claro que a comunidade internacional tem uma responsabilidade legal, política e moral face à obtenção dos direitos inalienáveis do povo palestiniano e para responsabilizar Israel. Chegou a hora de ações urgentes para salvar as perspetivas de uma solução política" com base no projeto de dois Estados, concluiu.

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