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ONG critica afastamento de dois jornalistas de visita organizada pelo governo moçambicano

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/07/2017 Administrator

A Organização Não-Governamental MISA Moçambique, que se dedica à defesa da liberdade de imprensa, lamentou hoje que dois jornalistas tenham sido impedidos de integrar uma visita organizada pelo Ministério da Defesa sobre a situação militar no centro do país.

"A decisão de excluir dois jornalistas de imprensa privada, não só constitui uma ameaça indireta aos órgãos de informação visados e a outros privados, como também coloca em causa a transparência e seriedade do processo de verificação da retirada das forças armadas nas posições objeto desta visita", refere o MISA em comunicado.

Num primeiro momento, os correspondentes da agência Lusa e semanário Savana, André Catueira (também vice-presidente do MISA Moçambique), e do semanário Zambeze, Benedito Cobrissua, integraram a comitiva oriunda de Maputo levando outros jornalistas, relata a ONG.

Todos juntos partiram na quarta-feira de manhã da capital provincial, Chimoio, em direção à Gorongosa.

Mais tarde, já durante a viagem, o adido de imprensa do Ministério da Defesa "perguntou quem do grupo dos jornalistas fazia parte do MISA, ao que Catueira respondeu que era ele".

O adido informou que os dois jornalistas estavam impedidos de continuar a fazer parte da comitiva por "ordens superiores".

"Na insistência para entender o impedimento, o adido de imprensa veio especificar que a Lusa e o Zambeze não devia tomar parte da comitiva, no entanto, sem clarificar as motivações reais da decisão", acrescenta-se no comunicado.

O próprio jornalista da Lusa no local tentou obter mais esclarecimentos junto de outro dirigente militar, mas não lhe foi dada qualquer explicação para o impedimento.

"A exclusão destes órgãos pode minar a credibilidade da informação sobre a retirada ou não das forças governamentais das posições acordadas entre o Presidente da República e o líder da Renamo", destaca o comunicado do MISA.

A ONG entende ainda que a decisão "configura uma violação grave de liberdade de imprensa e do direito à informação" e pede "a reintegração imediata e incondicional dos jornalistas dos dois órgãos" na comitiva.

O MISA pede ainda ao Ministério da Defesa que "identifique os autores da decisão e responsabilize-os por violações legais".

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