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ONU alerta para deterioração da sitação humanitária na República Centro-Africana

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

As Nações Unidas alertaram hoje para a deterioração da situação humanitária na República Centro-Africana, país que atravessa a pior espiral de violência desde 2014 e onde metade da população depende de ajuda humanitária.

"Peço a todas as partes que participem sem demoras no diálogo e na reconstrução da vida das pessoas, as de hoje e as das gerações futuras", afirmou o coordenador humanitário da ONU, Stephen O'Brien, após uma visita de três dias ao país africano.

O responsável das Nações Unidas expressou a sua preocupação quanto ao impacto da violência sobre os grupos mais vulneráveis, as mulheres e as crianças. O'Brien estimou ainda que metade da população na República Centro Africana, cerca de 2,4 milhões de pessoas, precisam de ajuda humanitária.

No decorrer de uma visita a Bangassou, o coordenador humanitário da ONU testemunhou ainda a situação de cerca de 2.000 deslocados que vivem confinados às instalações de uma igreja local.

O'Brien alertou para o facto de o financiamento para a ajuda humanitária no país estar a diminuir, apesar de o número de pessoas que precisam de assistência ser cada vez maior. O responsável apelou à comunidade internacional para que mantenha as doações e apoie o povo da República Centro-Africana.

"Todos devemos fazer mais para tornar as palavras em atos e as boas intenções em ações concretas", acrescentou.

Nos últimos três meses, 100.000 pessoas foram forçadas a sair de suas casas devido aos combates que ganharam força em várias partes do país.

O número de deslocados dentro do país chega agora aos 534.000 e os refugiados que fugiram para países vizinhos superou os 481.000, indicam dados da ONG Conselho Norueguês dos Refugiados (CNR).

A ONU e as organizações com as quais colabora estimaram e pediram cerca de 400 milhões de dólares para fazer frente às necessidades na República Centro-Africana, mas até ao momento apenas receberam 120 milhões desde o início do ano.

A República Centro-Africana - onde está mobilizado um contingente de 160 militares portugueses, a maioria deles Comandos - vive uma nova onda de violência, apesar do cessar-fogo do passado dia 19 de junho, assinado entre o Governo e vários grupos político-militares, entre eles os ex-rebeldes Séléka, de maioria muçulmana, e as milícias anti-Balaka, composta por cristãos e animistas.

Na República Centro-Africana duas em cada três pessoas não têm acesso a água potável e uma em cada dez crianças morre antes de fazer cinco anos.

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