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ONU confiante na manutenção do acordo nuclear iraniano após ameaças dos Estados Unidos

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/10/2017 Administrator

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou-se confiante na manutenção do acordo nuclear iraniano, após as ameaças dos Estados Unidos de que irá abandonar o pacto caso este não seja alterado.

Em comunicado, o porta-voz de Guterres Stéphane Dujarric assinala que o secretário-geral das Nações Unidas afirmou "repetidamente" que a adoção do acordo "foi um importante avanço para consolidar a não-proliferação nuclear e promover a paz e segurança mundiais" e que "está confiante de que se vai manter como está".

Trata-se da primeira reação do secretário-geral da ONU depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter advertido que, caso não consiga corrigir as "falhas" do acordo nuclear com o Irão através da ação do Congresso ou de negociações internacionais, Washington vai abandonar o pacto.

"Caso não alcancemos uma solução, o acordo será cancelado", disse na sexta-feira o Presidente norte-americano, numa declaração a partir da Casa Branca para anunciar a estratégica da atual administração dos Estados Unidos em relação ao Irão e ao acordo sobre o programa nuclear iraniano alcançado em 2015.

Apesar de manter o acordo, Trump afirmou que se recusa a certificar o acordo que qualificou anteriormente como "um dos piores", e insistiu que Teerão não respeita o espírito do documento.

O acordo nuclear entre o Irão e o grupo de países 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU -- Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China -- e a Alemanha) foi alcançado em julho de 2015 em Viena, ainda sob a alçada da administração do Presidente Barack Obama.

O acordo foi assinado com o objetivo de garantir a natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear iraniano.

Desde que entrou em vigor, a 16 janeiro de 2016, a administração americana certifica-se, a cada 90 dias, perante o Congresso, de que Teerão está a respeitar os termos acordados e se o pacto favorece o "interesse nacional" dos Estados Unidos.

Essa certificação é feita ao abrigo de uma lei aprovada pelo Congresso, conhecida pela sigla INARA.

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