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ONU faz pedido de ajuda internacional para travar surto de cólera no Iémen

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

A ONU lançou hoje um pedido de ajuda internacional para fazer frente ao surto de cólera que afeta o Iémen, numa altura em que o país enfrenta uma guerra civil.

Desde o início da epidemia, em abril, já se registaram mais de 313.000 casos suspeitos e 1.732 mortes, disse o coordenador dos assuntos humanitários da ONU para o Iémen, Jamie McGoldrick.

As agências da Organização das Nações Unidas, que têm sido muito solicitadas, estão a fazer o seu melhor para travar a doença com recurso a programas de alimentação, afirmou a mesma fonte, citada pela France-Presse.

"Estamos com falta de financiamento", acrescentou, durante uma conferência de imprensa por telefone, durante a qual enfatizou o círculo vicioso da população enfraquecida pela fome que cai doente com cólera.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), após mais de dois anos de guerra entre os rebeldes hutis xiitas e as forças governamentais que gozam do apoio da Arábia Saudita, as infraestruturas médicas e sanitárias do Iémen colapsaram, levando à propagação da doença pela população.

Altamente contagiosa, a cólera é uma infeção bacteriana que se transmite através de alimentos contaminados ou da água e, embora o seu tratamento seja relativamente fácil, a falta de infraestruturas médicas no país impede o controlo da evolução da epidemia.

McGoldrick reconheceu que a ONU subestimou a gravidade da epidemia e confirmou que o programa de vacinação no país foi interrompido quando a doença já se tinha espalhado.

O coordenador dos assuntos humanitários afirmou que a ONU tem dado apoio humanitário ao Iémen, no entanto há necessidade de um financiamento de 87 milhões de euros para uma intervenção imediata no país.

"A cólera é a crise de hoje, a fome é a crise de amanhã", acrescentou, numa previsão do futuro de cerca de 500.000 iemenitas, se nada for feito para impedir esta situação.

De acordo com o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, dois terços dos 17 milhões de iemenitas não sabem de que será feita a sua próxima refeição.

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