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ONU lança "enorme" pedido de fundos para ajudar refugiados em Bangladesh

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/09/2017 Administrator

A ONU anunciou hoje que vai lançar um "enorme" pedido de fundos para responder às necessidades de 1,2 milhões de pessoas no Bangladesh, e reconheceu que está ainda "muito longe" do nível de ajuda que os refugiados precisam.

O coordenador residente da ONU no Bangladesh, Robert Watkins, disse à EFE que já chegou a um acordo com o governo para atualizar o pedido feito à comunidade internacional, há duas semanas, de 77 milhões de dólares.

"Acabámos de acertar com o governo o número, e em vez de 300 mil pessoas identificámos uma população de 1,2 milhões", afirmou Watkins.

O cálculo do novo número resulta da chegada ao país de 420 mil rohingyas desde o dia 25 de agosto, a juntar aos 300 mil refugiados que já estavam na zona anteriormente e mais "200 mil ou 300 mil" que poderão chegar nas próximas semanas, bem como de cerca de 300 mil locais afetados no Bangladesh.

Segundo dados da ONU de hoje, dos refugiados que chegaram ao país desde o dia 25 de agosto cerca de 203 mil vivem em acampamentos "espontâneos" enquanto cerca de 185 mil estão em campos pré-existentes.

Outros 34 mil rohingyas estão em comunidades de acolhimento.

O coordenador sublinhou que apesar da resposta dos campos de refugiados estar "melhor" desde que as agências da ONU aumentaram a sua operação no terreno, há ainda "muita coisa a fazer".

"Tem que haver muito mais ajuda, tem que chegar muito mais gente para cumprir com as necessidades da população", acrescentou Watkins.

O responsável indicou que há uma preocupação com a saúde nos campos de refugiados face ao agravamento das condições climatéricas e também devido ao facto das pessoas estarem a fazer as suas necessidades básicas onde podem e a recolher água de poças.

A violência e discriminação contra os rohingyas intensificaram-se nos últimos anos: tratados como estrangeiros na Birmânia, um país mais de 90% budista, os rohingyas são a maior comunidade apátrida do mundo.

Desde que a nacionalidade birmanesa lhes foi retirada em 1982, têm sido submetidos a muitas restrições: não podem viajar ou casar sem autorização, não têm acesso ao mercado de trabalho, nem aos serviços públicos (escolas e hospitais).

A ex-dissidente birmanesa e prémio Nobel da Paz que agora governa o país tem sido alvo de críticas da comunidade internacional devido à sua posição ambígua sobre esta questão.

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