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Operação Marquês: Costa invoca separação entre justiça e política para "não comentar"

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/10/2017 Administrator

O primeiro-ministro recusou-se hoje a comentar a acusação de 31 crimes imputada ao antigo líder socialista José Sócrates, invocando separação entre justiça e política e observando que cabe agora à defesa apresentar a sua versão da verdade. António Costa respondia a uma questão sobre a Operação Marquês, após ter estado reunido com o coordenador da Comissão Técnica Independente que investigou os incêndios na região Centro, João Guerreiro, que causaou ...

O primeiro-ministro recusou-se hoje a comentar a acusação de 31 crimes imputada ao antigo líder socialista José Sócrates, invocando separação entre justiça e política e observando que cabe agora à defesa apresentar a sua versão da verdade.

António Costa respondia a uma questão sobre a Operação Marquês, após ter estado reunido com o coordenador da Comissão Técnica Independente que investigou os incêndios na região Centro, João Guerreiro, que causaou 64 mortos.

Confrontado com o facto de o ex-primeiro-ministro José Sócrates ter sido acusado de 31 crimes, no âmbito da Operação Marquês, António Costa afirmou: "Como tenho dito, à justiça o que é da justiça e à política o que é da política".

"Houve uma fase do processo que está concluída, a fase de inquérito. Agora cabe à defesa falar, apresentar a sua versão da verdade, requerer ou não instrução, seguir ou não para julgamento", disse.

O primeiro-ministro apenas acrescentou depois que o processo seguirá os seus termos.

"E eu continuarei sem comentar, como é próprio de um primeiro-ministro, que não deve comentar o que vai acontecendo nos diferentes domínios judiciais", vincou António Costa.

O Ministério Público acusou na quarta-feira José Sócrates pela prática de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada, no âmbito da 'Operação Marquês'.

Uma nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República na quarta-feira indicou que foi deduzida acusação contra 28 arguidos e que o ex-primeiro ministro está acusado de 31 crimes económicos.

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