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Oposição cabo-verdiana admite queixa ao Ministério Público no caso dos manuais escolares

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/10/2017 Administrator

A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) admitiu hoje apresentar queixa ao Ministério Público caso se confirme que a escolha da empresa para imprimir os manuais escolares foi feita sem concurso público.

Os manuais escolares de matemática do 1.º e 2.º anos do 1.º ciclo, editados por uma empresa sueca, vão ser reimpressos por decisão do Governo, depois de terem sido detetados vários erros.

O caso gerou forte contestação de pais e especialistas em educação, que exigiram a retirada do mercado, e levou à demissão da diretora geral da Educação.

Janira Hopffer Almada, que hoje manteve um encontro com a provedora substituta da Justiça, disse à saída que, caso se confirme que a escolha da referida empresa não obedeceu a concurso público, irá apresentar queixa junto da Procuradoria Geral da República (PGR).

O PAICV tinha anunciado anteriormente que irá chamar a ministra da Educação, Maritza Rosabal, ao Parlamento para explicar todo o processo.

"Vamos chamar a ministra para nos explicar como é que se contratou a empresa para a impressão dos livros e, caso não tenha havido concurso público, como tudo leva a crer, apresentaremos uma queixa formal à PGR", disse Janira Hopffer Almada.

Para a líder da oposição, o facto de os manuais terem chegado aos alunos com erros considerados "graves" e "grosseiros" por especialistas em educação indicia sinais de "descoordenação e irresponsabilidade".

Sublinhou, por isso, a necessidade de apurar responsabilidades num processo que envolve dinheiro público.

"O Governo gere a casa de todos os cabo-verdianos e tem de geri-la com respeito pela lei", reforçou.

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