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Oposição cabo-verdiana questiona falta de apoio da Icelandair à TACV

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

O maior partido da oposição cabo-verdiana quer saber as razões porque a Icelandair não disponibilizou um dos seus aviões para substituir o da companhia TACV, que está avariado o que levou ao cancelamento de todos os voos internacionais.

"Os cabo-verdianos perguntam e querem saber por que razão a Icelandair ainda não entrou com o 'boeing' para socorrer os TACV neste que é o momento mais dramático da vida da empresa?", questionou hoje em conferência de imprensa o secretário-geral do PAICV, Julião Varela.

Há mais de uma semana que a companhia aérea cabo-verdiana TACV cancelou todas as ligações internacionais, alegando avaria no motor do seu único avião para estes voos e dificuldades em conseguir um motor para substituição.

Há pouco mais de um mês, o grupo Icelandair, da Islândia, assumiu a gestão do negócio internacional da companhia aérea pública cabo-verdiana, tendo o ministro da Economia, José Gonçalves, avançado que o grupo iria reforçar a frota internacional da TACV com mais dois aviões até final do ano, cinco até final do próximo e 11 dentro de três anos.

Na conferência de imprensa, o secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Julião Varela, disse que o conteúdo do contrato entre o Governo e a Icelandair é ainda "totalmente desconhecido" e até agora "não há quaisquer resultados".

"Onde estão as meias dezenas de aviões prometidos no ato da assinatura do tal memorando cujo conteúdo só o Governo e o parceiro estratégico e mais alguns conhecem?", voltou a questionar o dirigente partidário.

E prosseguiu: "Para que serve então o parceiro estratégico? Quais as reais contrapartidas do acordo e do montante que já está e vai ser pago ao gestor no quadro da parceria estratégica?".

O acordo de gestão, que visa preparar a empresa para a privatização, vai custar ao Estado cabo-verdiano 925 mil euros, sendo 100 mil euros no primeiro mês e 75 mil euros por mês durante o período de um ano em que a Icelandair vai gerir a empresa.

"Já lá vão dois meses a pagar, num total de 11 meses e não se conhecem resultados. A promessa de um avião 'boeing' de imediato, se calhar caiu em saco roto, poucas esperanças ficam em relação aos outros dois aprazados para até dezembro de 2017", lamentou Julião Varela.

O secretário-geral do PAICV disse que atual situação da TACV tem a ver com "graves problemas de gestão" e afirmou que "algumas vozes" dizem que não houve avaria no avião, mas sim esgotou as horas de voo.

Julião Varela criticou a "incapacidade" do Governo em resolver os problemas da companhia aérea pública cabo-verdiana, notando que se assiste a um "desmoronamento total da empresa".

"Primeiro foi-lhe retirada a rota doméstica, depois foi retirada a rota regional e agora não tem aeronave para operar a nível internacional", reforçou, criticando a "forma demagógica, populista e irresponsável" como o partido que suporta o Governo (MpD) tratou a questão quando estava na oposição.

O PAICV considerou que a "situação catastrófica" por que passa a TACV gera "prejuízos incalculáveis" e que será difícil privatizar a empresa quando é o "próprio dono a denegrir a imagem e a desacreditá-la junto dos demais operadores".

Por isso, o maior partido da oposição cabo-verdiana pediu ao Governo e ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, para assumir as suas responsabilidades, enquanto "gestor principal" de todas as empresas do Estado.

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