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Oposição queniana responsabiliza Presidente cessante por ausência de quórum no STJ

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

Um advogado da oposição queniana responsabilizou o chefe de Estado do Quénia pela ausência de quórum no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), o que impediu a análise de uma petição urgente para adiar a repetição das presidenciais de quinta-feira.

James Orengo, citado pela agência AP, afirmou que o Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, conseguiu os intentos ao declarar quarta e quinta-feira feriados nacionais, decisão que, defendeu, "não foi tomada por acaso".

O advogado de Raila Odinga, líder da oposição queniana que se recusa a participar na repetição da votação, salientou que a medida "não funcionou", uma vez que um dos principais juízes-chefes do STJ ordenou a audição de petições eleitorais durante os feriados.

No entanto, a sua adjunta, Philomena Mwilu, acrescentou, sentiu-se ameaçada depois de o seu motorista ter sido gravemente ferido durante um tiroteio, inviabilizando a presença no STJ e o quórum necessário.

O motorista, pertencente aos quadros da polícia, ficou gravemente ferido na noite de terça-feira, quando, ao tentar comprar flores, um grupo de assaltantes forçou-o a regressar à viatura oficial de Mwilu.

A petição foi apresentada por três cidadãos quenianos e pede o adiamento da votação, argumentando não estarem criadas condições para umas eleições credíveis, livres e transparentes.

Odinga já anunciou que não participa na votação de quinta-feira, enquanto o Presidente cessante, Uhuru Kenyatta, reiterou a decisão de que as presidenciais decorrerão quinta-feira, com ou sem presença do líder da oposição.

Por seu lado, a Comissão Eleitoral confirmou hoje de manhã a realização das eleições na quinta-feira, aumentando o receio de confrontos entre a população.

Hoje e quinta-feira, a oposição convocou uma série de protestos e de manifestações, já desautorizadas pela polícia, o que tem criado, paralelamente, longas filas nos supermercados quenianos para a compra de produtos alimentares, dado, por um lado, a incerteza e, por outro, o relembrar dos confrontos pós-eleitorais da votação de 08 de agosto, que provocaram 67 mortos.

Entretanto, em Kisumu, no oeste do Quénia, bastião da oposição, a população local está a garantir que, na cidade, não haverá votação, prevendo-se que idêntica posição seja tomada noutras localidades do país.

"Os cerca de 400 agentes eleitorais convocados estão aterrorizados e têm médio de agressões. Deveríamos estar a preparar as eleições, mas só cinco apareceram", afirmou o diretor do Centro Eleitoral Regional de Kisumu.

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