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Oposição queniana suspende manifestações até sexta-feira em homenagem a "mártires"

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

A oposição queniana anunciou hoje, em comunicado, a suspensão temporária das manifestações destinadas a pressionar a reforma da Comissão Eleitoral (IEBC) para honrar a memória de três apoiantes mortos a tiro nos últimos dias.

"Em homenagem às vítimas inocentes do Estado, as nossas manifestações estão suspensas. Na sexta-feira, honraremos a memória dessas vítimas como heróis da luta pela justiça eleitoral", lê-se no comunicado, assinado pelo líder da oposição, Raila Odinga, precisando que, após os funerais, haverá, no mesmo dia, uma "marcha pacífica".

A oposição queniana tem desafiado a interdição do Governo com a realização de manifestações nas principais cidades do Quénia, exigindo a regularização das ilegalidades cometidas nas presidenciais de 08 de agosto, entretanto anuladas pela justiça.

O clima político no Quénia está particularmente tenso, sobretudo após o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ter, a 01 de setembro último, invalidado a reeleição do presidente cessante, Uhuru Kenyatta, nas presidenciais de 08 de agosto, em que enfrentou Odinga.

Controlado pela oposição, o STJ deu conta de uma série de irregularidades na transmissão dos resultados para justificar a decisão, inédita no continente africano, e que foi considerada "um ato de coragem" pela comunidade internacional.

Há quase uma semana, Odinga anunciou que se retirava da votação de 26 deste mês, argumentando que a Comissão Eleitoral não procedeu às alterações necessárias para garantir uma organização transparente e credível, exigindo a demissão de vários dos seus responsáveis.

Odinga defende que o abandono da corrida às presidenciais implica a anulação da votação e a organização de todo um novo processo eleitoral, enquanto Kenyatta já afirmou que a eleição deverá decorrer com ou sem o rival.

Nas últimas semanas, após várias manifestações terem sido reprimidas pelas forças da ordem, que têm usado gás lacrimogéneo e armas de fogo para dispersar os manifestantes, a oposição anunciou, na semana passada, a realização diária de protestos a partir da próxima semana, acentuando a pressão sobre a controversa Comissão Eleitoral queniana.

Na quinta-feira passada, o ministro do Interior queniano, Fred Matiangi, respondeu ao repto com a proibição, alegando que as manifestações anteriores degeneraram em violência contra as forças da ordem e civis inocentes, além de pilhagens e destruição de bens.

No entanto, a coligação da oposição em torno de Odinga, Nasa, apelou aos seus apoiantes para desafiarem a decisão.

"Vamos continuar com as nossas manifestações, como previsto, em todo o país", afirmou um dos líderes da Nasa, Moses Wetangula.

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