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Oposição quer debate de urgência sobre saídas na Unidade de Saúde do Pico, Açores

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/07/2017 Administrator

A oposição no parlamento dos Açores vai apresentar um debate de urgência no plenário da próxima semana sobre a exoneração da ex-administração da Unidade de Saúde da Ilha do Pico, anunciou hoje o deputado social-democrata Luís Maurício.

"Queria anunciar em primeira mão que todos os partidos da oposição [PSD, CDS-PP, BE, PCP e PPM] no próximo plenário tomarão a iniciativa de apresentar um debate de urgência sobre esta matéria", disse Luís Maurício, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, no final da reunião da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais do parlamento açoriano.

O deputado falava aos jornalistas após o PS, partido maioritário na Assembleia Legislativa Regional, ter chumbado o requerimento da oposição para ouvir, com caráter de urgência, o secretário regional da Saúde e todos os membros do anterior conselho de administração da Unidade de Saúde de Ilha do Pico, para prestar esclarecimentos na sequência dos dados tornados públicos pela comunicação social e pelo ex-vogal médico Luís Nunes.

Em junho, a ex-administradora da Unidade de Saúde da Ilha do Pico, exonerada do cargo em abril deste ano, apresentou uma queixa-crime no Ministério Público contra o secretário da Saúde dos Açores, por alegadas "calúnias".

Num comunicado à imprensa, Maria de Jesus Oliveira acusou Rui Luís de "prolação de factos falsos" aos órgãos de comunicação social relacionados com supostos "recebimentos indevidos de verbas" relativas ao seu vencimento.

A queixa-crime apresentada por Maria de Jesus Oliveira surgiu dias depois de o secretário regional da Saúde ter afirmado aos jornalistas que o motivo da exoneração da ex-presidente da Unidade de Saúde da Ilha do Pico se deveu a "irregularidades" no pagamento de retroativos no vencimento da antiga administradora.

Na semana passada, o ex-vogal médico da Unidade de Saúde do Pico denunciou um "sistema de fraude nos reembolsos" e acusou atores políticos de topo do PS da ilha de interferências em concursos de pessoal.

Luís Nunes falava à imprensa depois de ser ouvido por representantes da oposição, na sequência de o PS ter chumbado a sua audição na Comissão de Assuntos Sociais.

O parlamentar Luís Maurício adiantou que a conclusão a que a oposição chegou hoje é de que "a Comissão de Assuntos Sociais não serve para nada", pois se o PS achasse que esta era "para ser respeitada tinha viabilizado a audição das duas partes", e desafiou os socialistas a proporem uma comissão de inquérito.

"O que aqui ficou mais uma vez provado é que o PS tem medo de ouvir uma das partes, interessa-lhe apenas e só que a tutela seja ouvida", acrescentou.

Já o deputado socialista Dionísio Faria e Maia garantiu que "o PS para já não tem medo de nada, nem cede a pressões baseadas na demagogia".

"O PS acha que as comissões (...) debruçam-se sobre as matérias em análise e não derivam à vontade dos partidos da oposição para outras áreas que, supostamente, devem ser investigadas por outra via, outra via que ficou aqui demonstrado que os partidos na oposição também não querem", declarou, assegurando que o partido "não é obstáculo a nenhuma investigação séria sobre seja o que for, principalmente se houver suspeitas de dano da causa pública".

Para Dionísio Faria, neste caso, trata-se da "substituição de uma equipa de gestão de uma unidade de saúde de ilha e todo o empolamento" é "politizar o assunto", acrescentando que ao PS não compete avançar com uma comissão de inquérito, mas não vota contra "qualquer comissão constituída para averiguar seja o que for em relação aos assuntos da governação".

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