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Oposição são-tomense recusa ir a eleições sem auditoria externa à Comissão Eleitoral Nacional

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

A oposição são-tomense não participará nos próximos atos eleitorais se não haver uma auditoria externa ao recenseamento eleitoral realizada pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN), garantiu hoje o presidente do principal partido da oposição do país.

"Nós fizemos uma petição a Assembleia Nacional (parlamento) e também introduzimos um documento no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e aguardamos serenamente", disse o líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), Aurélio Martins.

"Porque se não houver uma auditoria externa ao sistema da Comissão Eleitoral Nacional, naturalmente que nós o MLSTP - e já é consensual com outros partidos da oposição - não iremos participar nessas eleições, enquanto a situação não ficar resolvida", acrescentou.

Em meados de maio, cinco partidos da oposição, três dos quais com assento parlamentar entregaram uma petição ao presidente do parlamento, exigindo uma auditoria externa ao processo de recenseamento eleitoral iniciado em fevereiro.

Na altura, Arlindo Barbosa, secretário-geral do MLSTP referiu-se a "factos" detetados e exibiram o consideram de "provas de fraudes" que o novo sistema de emissão de cartões de eleitor permite

"Nós constatamos ao nível desse processo que sem a impressão digital pode-se adquirir cartões eleitoral", disse Arlindo Barbosa, porta-voz do grupo, sublinhando que "foram constatadas inúmeras situações anómalas" no sistema informático da CEN.

Os partidos signatários da petição são o MLSTP-PSD, o Partido da Convergência Democrática (PCD), a União dos Democratas para a Cidadania e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Forças da Mudança - Partido Liberal (MDFM-PL) e o Partido Trabalhista São-tomense (PTS).

Aurélio Martins que falava a jornalistas por ocasião da comemoração hoje dos 45 anos da fundação do seu partido que conduziu São Tomé e Príncipe a independência, em 12 de julho de 1975, defende que é necessário "dar credibilidade as eleições" que se realizam no país.

"Nós anotamos toda uma série de irregularidades técnicas no sistema. Se elas forem solucionadas participaremos nas eleições, se não forem solucionadas não iremos participar. Porque as eleições refletem a vontade do povo e nós não vamos a umas eleições em que é imposta ao povo a vontade do governo", explicou Aurélio Martins.

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