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Opositor na Venezuela apela à luta após transferência para prisão domiciliária

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/07/2017 Administrator

O líder da oposição na Venezuela, Leopoldo López, apelou hoje aos venezuelanos para que prossigam com a "resistência" nas ruas, depois de ter sido transferido da cadeia para prisão domiciliária, alegadamente por motivos de saúde.

"Reitero-vos o meu compromisso de lutar até conquistar a liberdade, povo da Venezuela. Este avanço, este passo permite uma maior convicção, e nesse sentido reiteramos, [passados] 100 dias de resistência, regressemos à rua para lutar", afirmou López numa carta, lida pelo dirigente do seu partido (Vontade Popular) Freddy Guevara, perante apoiantes que se concentravam no exterior da casa do dirigente da oposição.

Após mais de três anos e quatro meses atrás das grades, o opositor foi transferido hoje da prisão de Ramo Verde para a sua casa, no leste de Caracas, de onde saiu por breves instantes para saudar os seus seguidores.

López surgiu empunhando uma bandeira da Venezuela, que beijou e agitou, entre aplausos dos simpatizantes que se encontravam no lugar, e gritava: "Força e fé".

Alguns choraram quando o viram, enquanto cantavam "Sim, nós vimo-lo, sim, nós vimo-lo".

Esta é a primeira aparição pública do opositor desde que foi detido a 18 de fevereiro de 2014, tendo sido depois condenado a quase 14 anos de prisão.

O Supremo Tribunal venezuelano informou que a transferência de López para prisão domiciliária se deveu a "problemas de saúde", mas familiares do dirigente da oposição garantiram que ele está bem e feliz por estar em casa.

Já a dirigente Iris Varela criticou a medida judicial.

"Hoje acordámos com uma notícia que nos enche de indignação. É uma decisão que foi tomada por quem a deve tomar porque aqui há um Estado de direito e aqui funcionam as instituições", disse a antiga deputada e antiga ministra, numa iniciativa política em Caracas que foi transmitido pelo canal estatal VTV.

López foi condenado em 2015 pela violência durante uma ação antigovernamental em 2014, em que morreram três pessoas e que deu lugar a uma onda de manifestações que causou 43 vítimas mortais, de acordo com o balanço oficial.

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