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Opositores detidos na RDCongo foram libertados esta manhã - Polícia

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

Os vários opositores detidos no domingo em Lubumbashi, sudeste da República Democrática do Congo (RDCongo), foram hoje libertados, noticia a AFP, citando membros da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), e fontes da polícia.

"Os ativistas presos no domingo e segunda-feira foram libertados esta manhã pela polícia", disse à AFP o líder local da UDPS, Dany Kabongo.

"Libertámos todos os que foram detidos durante a visita de Félix Tshisekedi a Lubumbashi", confirmou o chefe da polícia do Alto Katanga, o general Paulin Kyungu.

Na segunda-feira, as Nações Unidas apelaram à "libertação imediata" dos membros da oposição detidos em Lubumbashi, onde era esperado o líder da oposição, Felix Tshisekedi.

"Peço às autoridades congolesas a libertação imediata e incondicional dos opositores detidos arbitrariamente em Lubumbashi", disse Maman Sidikou, chefe da Missão das Nações Unidas na RDCongo (Monusco), na segunda-feira.

No domingo, segundo a polícia de Lubumbashi, 28 militantes da União para a Democracia e Progresso Social (UDPS, partido histórico da oposição) foram detidos, enquanto a força política oposicionista dá conta de 48.

A Monusco condena as detenções de opositores, realçando que foram feitas quando apoiantes da UDPS se reuniam em privado na sede do partido em Lubumbashi.

Segundo Maman Sidikou, a missão da ONU está "vivamente preocupada" pelos "atos contínuos de intimidação contra membros da oposição".

Por seu lado, o general Paulin Kyungu, comandante da polícia do Alto Catanga, referiu que os militantes a UDPS foram detidos de "insultos ao chefe de Estado" congolês, Joseph Kabila, e que serão julgados segundo a lei.

A RDCongo está a atravessar uma profunda crise política ligada à manutenção de Kabila no poder, cujo mandato expirou a 20 de dezembro de 2016.

A Constituição congolesa não permite qualquer ação política do chefe de Estado, embora o autorize a permanecer em funções simbólicas até à eleição de um sucessor.

As próximas eleições presidenciais, segundo Kabila, não deverão realizar-se antes de 2019, ideia reforçada recentemente pelo presidente da Comissão Eleitoral Nacional, Corneille Nangaa, facto que Tshisekedi considera uma "declaração de guerra ao povo congolês".

Desde outubro de 2016 que Felix Tshisekedi, 54 anos, é líder da UDPS, sucedendo no cargo ao seu pai, Etienne Tshisekedi, falecido aos 84 anos a 01 de fevereiro deste ano.

Etienne Tshisekedi, um opositor de sempre, chegou, porém, a ser primeiro-ministro do então Zaire (atual RDCongo) num dos muitos governos do antigo Presidente Mobutu Sese Seko.

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