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Organização antidopagem de Cabo Verde quer promover jogo limpo e proteger atletas

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/06/2017 Rui Trombinhas

O governo cabo-verdiano anunciou em janeiro deste ano a criação da Organização Nacional de Antidopagem, com o objetivo de promover o "jogo limpo" e o desenvolvimento do setor desportivo.

A Organização Antidopagem de Cabo Verde (ONAD-CV), criada recentemente, tem como principal missão promover o jogo limpo e proteger os atletas, no sentido de fazer o país estar em conformidade com as regras e ser credível internacionalmente.

Os membros da organização deveriam tomar posse na semana passada, mas a cerimónia foi adiada por causa da morte de um familiar de um dos vogais.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Organização Antidopagem de Cabo Verde, Emanuel Passos, disse que a organização foi criada não só para proteger os atletas, mas também para fazer com que o país esteja em conformidade com as leis internacionais.

"Se queremos o desenvolvimento desportivo, se queremos ter verdadeiros campeões, temos que protegê-los. Temos de proteger os atletas limpos", assumiu Emanuel Passos.

"Queremos que os nossos atletas, que os nossos campeões sejam efetivamente do resultado do seu esforço, sacrifício, que haja uma competição limpa e justa. Este é o objetivo da ONADCV", prosseguiu.

Neste primeiro ano da instalação, Emanuel Passos avançou que a organização antidopagem vai trabalhar essencialmente a questão da prevenção e a sensibilização de atletas, dirigentes desportivos e parceiros.

Além disso, avançou que a ONAD-CV vai começar a trabalhar na legislação antidopagem e massificar a informação.

"Precisamos definir quais os direitos e deveres dos atletas e de todos os agentes desportivos. Iremos também definir o quadro das sanções para a eventualidade de algum atleta for apanhado a violar a legislação antidopagem", disse.

Nessa lei, Emanuel Passos indicou que será ainda elaborada a lista de substâncias e métodos proibidos, uma vez que ainda não se sabe o que se consome em Cabo Verde.

© Igor Martins / Global Imagens

"Não há ideia do que se está a consumir em Cabo Verde, pelo que serão feitas parcerias com instituições ligadas à investigação, nomeadamente as universidades", reforçou a presidente da organização que terá sede no Estádio Nacional, na cidade da Praia.

O presidente disse que a ONAD-CV vai atuar de duas formas: dissuasiva, para deixar os atletas e dirigentes saberem o que acontece caso forem apanhados a violar a lei, e educativa, para passar às crianças e jovens a necessidade de ter desporto limpo e saudável.

"Ensinar os jovens que o esforço é compensado e que todos vão estar a competir em pé de igualdade", mostrou o responsável, indicando também que a novel organização vai trabalhar em parceria com as Universidades, professores de educação física e escolas.

Um dos desafios, avançou o dirigente, será levar a organização a todas as ilhas do país, mas afiançou que todos os atletas, independentemente do sítio onde estiverem, poderão ser controlados.

"E iremos fazer isso. Esta é a única forma de garantir que todos os atletas estejam a competir em pé de igualdade", disse, adiantando que está a criar a sua equipa e espera no próximo ano ter todas as condições para funcionar em pleno.

Emanuel Passos é licenciado em Ciências do Desporto, mestre em Atividade Física e Saúde e está prestes a concluir o doutoramento em Metabolismo pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

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