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Organização da Igreja Católica repudia extinção de proteção em área da Amazónia brasileira

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/08/2017 Administrator

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), ligada ao Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (Celam), anunciou hoje que repudia a extinção da Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca) decretada pelo Governo brasileiro na semana passada.

Em comunicado de imprensa, a Repam afirma que o "decreto de extinção da [proteção na área de Renca] vilipendia a democracia brasileira, pois com o objetivo de atrair novos investimentos ao país o Governo consultou apenas empresas interessadas em explorar a região".

A critica da organização, fundada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pelo Secretariado da América Latina e Caribe da Caritas (SELACC) e pela Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR), estendeu-se à atuação do Congresso brasileiro.

"O Governo cede aos grandes empresários da mineração que solicitam há anos sua extinção e às pressões da bancada de parlamentares vinculados às companhias extrativas que financiam suas campanhas", lê-se no comunicado.

Com um decreto assinado e publicado na passada quarta-feira, o Presidente do Brasil, Michel Temer, abriu a porta para que empresas privadas de mineração explorem uma área na Amazónia entre os estados do Pará e Amapá do tamanho do território da Dinamarca.

Além do receio de que a degradação da floresta aumente, a organização criticou o facto de nenhuma consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais que vivem no local ter sido realizada antes do decreto, como estipula a Constituição do país.

"A abertura da área para a exploração mineral de cobre, ouro, diamante, ferro, nióbio, entre outros, aumentará o desmatamento, a perda irreparável da biodiversidade e os impactos negativos contra os povos de toda a região", disse a Rede Eclesial Pan-Amazônica.

"Ao abrir a região para o setor da mineração, não haverá como garantir proteção da floresta, das unidades de conservação e muito menos das terras indígenas - que serão diretamente atingidas de forma violenta e irreversível", acrescentou.

O comunicado concluiu destacando que a extinção da proteção na área de Renca representa "uma ameaça política para o Brasil inteiro" já que na prática impõe mais pressão sobre as terras indígenas e unidades de conservação ambiental em todo o país.

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