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'Os Verdes' questionam governo sobre encerramento de valência no Hospital do Litoral Alentejano

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

O grupo parlamentar de 'Os Verdes' questionou hoje o Governo sobre o possível encerramento de valências e respostas no Hospital do Litoral Alentejano, salientando que em causa podem estar as unidades de convalescença e cuidados paliativos.

"Estes dois serviços são essenciais para o tratamento e a recuperação dos utentes que a eles recorrem e, a concretizar-se o seu encerramento, obrigará ao envio dos doentes para outras unidades longe das suas residências", refere a deputada Heloísa Apolónia.

'Os Verdes' querem saber se o Governo confirma o encerramento de valências e, em caso de confirmação, se não considera que esta situação vai contribui para uma fragilização da unidade de saúde.

Questionam ainda sobre quais as necessidades a nível humano do Hospital do Litoral Alentejano e se o governo tem intenção de reforçar o corpo de profissionais de saúde na unidade hospitalar.

A deputada frisa que esta situação é "fortemente contestada pela Comissão de Utente", que aguardam resposta a um pedido de reunião urgente com o conselho de administração do hospital, bem como pelos autarcas de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira e pelo Presidente do Conselho Intermunicipal do Alentejo Litoral.

Mais de uma centena de utentes e de enfermeiros protestaram hoje junto ao Hospital do Litoral Alentejano (HLA), no concelho de Santiago do Cacém, "contra o encerramento da Unidade de Convalescença" e o "despedimento de profissionais".

"O conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) quer fechar dois serviços no HLA, a Unidade de Convalescença e a de Cuidados Paliativos", disse hoje à agência Lusa Dinis Silva, porta-voz da Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano.

Segundo o mesmo responsável, a Unidade de Convalescença está atualmente a prestar cuidados a "cerca de 25 utentes" que "estão em risco de sair dali e ir para zonas fora da sua área de residência".

"Como está integrado na Rede de Cuidados Continuados, tanto podem ir para o Porto, como para o Algarve", alertou Dinis Silva, que espera que o protesto leve a voz dos utentes "a Lisboa, ao Ministério da Saúde e ao restante Governo, para dizer que estes serviços não devem encerrar".

Além da Unidade de Convalescença, em risco está também o serviço de Cuidados Paliativos, destacou Zuraima Prado, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que visitou hoje as duas unidades no HLA, em Santiago do Cacém, antes de participar no protesto, onde verificou "que continua a intenção de encerrar serviços e de diminuir o número de vagas".

No final do protesto foi aprovada uma moção, que vai ser remetida ao Presidente da República e ao Governo, a reivindicar a manutenção dos serviços em causa, a admissão de mais profissionais de saúde, a ampliação do serviço de urgência e o cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos nas consultas e cirurgias.

A ULSLA, que integra o HLA e os centros de saúde dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira, no distrito de Beja, abrange uma população residente de cerca de cem mil habitantes.

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