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Pão-de-ló de Margaride, Felgueiras, vai ser produto regional certificado

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/08/2017 Administrator

A Associação Empresarial de Felgueiras vai iniciar o processo de certificação do pão-de-ló de Margaride, no âmbito de um projeto apoiado por fundos comunitários, com um investimento de cerca de 240 mil euros.

"Aquilo que vamos iniciar é algo que desejamos há muito, num concelho como Felgueiras, que tem preservado esta tradição centenária", disse hoje à Lusa o presidente do concelho, Nuno Fonseca.

O dirigente assinalou que o objetivo principal do processo é criação de uma denominação de origem como produto tradicional, que reconheça ao pão-de-ló de Margaride o seu caráter tradicional e genuíno. Quando concluído o trabalho, caberá à associação a atribuição de um selo que garantirá ao produto a sua genuinidade.

O processo de certificação do pão-de-ló de Margaride, que abrangerá todo o concelho de Felgueiras, terá de respeitar um conjunto de exigências ao nível do respeito pelo receituário tradicional, métodos de fabrico e embalagem e definição dos ingredientes, entre outros aspetos.

No município, há várias empresas, a maioria de dimensão familiar, que se dedicam ao fabrico daquele doce regional e de outros como as cavacas de Margaride e as lérias.

Algumas unidades estão no ativo há mais de um século.

A candidatura apresentada pela Associação Empresarial de Felgueiras, frisou Nuno Fonseca, foi preparada ao longo de vários meses para que pudesse reunir todas as exigências que garantissem sua viabilidade, no âmbito dos fundos do Norte 2020.

"Felizmente, o nosso mérito foi reconhecido e a candidatura aprovada", comentou o dirigente, acrescentando que esta é a primeira fase de um trabalho que deve ser continuado, num contexto de "estreita colaboração com as empresas locais".

O programa agora aprovado prevê a realização de um estudo e a caracterização do setor e o conhecimento dos mercados internacionais, com o propósito de potenciar a exportação.

Cooperação empresarial e ações de marketing internacionais são outras ações a concretizar ao longo dos dois anos de vigência do programa.

Nuno Fonseca disse à Lusa acreditar que a certificação da iguaria representará "um passo em frente determinante" na preservação e defesa de um produto regional, que o concelho produz há centenas de anos.

Ao mesmo tempo, anotou, ajudará as empresas do setor a acelerar o processo de modernização e exportação do seu produto, iniciado há alguns anos.

Do lado dos clientes, representará uma garantia de que o produto certificado cumpre todas as exigências de fabrico e qualidade.

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