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PAN mantém denúncia sobre jogo da "morte do galo" em Seia

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/08/2017 Administrator

O PAN - Pessoas-Animais-Natureza manteve hoje a denúncia sobre a "morte do galo" em Seia, que considera uma alegada prática de maus-tratos a animais, apesar de o município esclarecer que consiste em partir um ovo com um pau.

"A denúncia mantém-se e as entidades competentes farão aquilo que entenderem e os órgãos de polícia civil farão a sua fiscalização", disse hoje à agência Lusa André Silva, deputado e porta-voz do PAN.

O partido anunciou, na terça-feira, que pretende impedir a prática da "morte do galo", anunciada para as festas do Santíssimo Sacramento, em Várzea de Meruge, no concelho de Seia, de 08 a 11 de setembro.

Em comunicado, o PAN refere que a prática, em que o galo "é agredido sucessivamente com um pau até morrer", foi denunciada junto do Ministério Público, da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e da Câmara Municipal de Seia, no distrito da Guarda.

A autarquia de Seia esclareceu em comunicado que "a prática denunciada pelo PAN trata-se, na realidade, de uma tradição que consiste em partir um ovo com um pau, de olhos vendados, sendo o galo (vivo) o prémio para quem conseguir tal proeza".

A autarquia comprova a tradição da aldeia de Várzea de Meruje com um vídeo onde se vê um jogador, de olhos vendados, a tentar acertar com um pau num ovo que está colocado no solo.

"A denominada 'morte do galo' é uma tradição das Festas do Santíssimo Sacramento que ocorre na localidade de Várzea de Meruje, concelho de Seia, e que apenas no nome remete para a morte de um animal", sustenta na nota.

O porta-voz do PAN, André Silva, disse à Lusa que a denúncia foi feita porque o cartaz das festas de Várzea de Meruje refere a atividade da "morte do galo" e diz ter conhecimento "que na região, num passado mais distante e mais recente, ocorre o entretenimento original que consiste em fazer" o que é denunciado no comunicado.

"Coisa diferente é uma segunda versão do jogo, que supostamente alegam agora que é essa versão" que é praticada naquela aldeia, observa.

O responsável diz que o partido tem testemunhas de pessoas da freguesia e do concelho de Seia que asseguram que, "de vez em quando", esta prática "ainda é feita com um galo".

"Com base em testemunhas e com o cartaz" da festa deste ano onde é publicitado o jogo da "morte do galo", o PAN entendeu que "há fortes suspeitas de que pode ocorrer" a prática original e "há suspeitas de que pode haver um crime contra o animal", daí ter feito a denúncia.

André Silva alega que os organizadores das festas, não utilizando o animal, terão "então que esclarecer no cartaz aquilo que efetivamente vão fazer".

"Havendo já antecedentes desta prática e usando no cartaz apenas [a referência] 'morte do galo', levanta suspeitas", rematou.

O porta-voz do partido considera ainda "muito estranho" que o cartaz das festas do ano passado estivesse disponível na internet, o que já então levou o PAN a fazer uma denúncia, e que o deste este ano já não esteja.

Para André Silva, havendo antecedentes, os promotores "têm de ter cuidado na forma" como publicitam o jogo.

"Se, de facto, a organização das festas e a Junta decidiram que este ano o jogo da 'morte do galo' não inclui o animal e não tem sofrimento, só temos de nos congratular com isso. Quem não quer ser lobo que não lhe vista a pele e, havendo antecedentes, há suspeição e suspeita e nós temos que atuar e denunciar", conclui.

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