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Parlamento do Kosovo confirma Ramush Haradinaj para primeiro-ministro

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/09/2017 Administrator

O ex-comandante dos separatistas albaneses e antigo chefe do Governo, Ramush Haradinaj, foi hoje confirmado primeiro-ministro do Kosovo após três meses de impasse político.

O parlamento de Pristina (120 lugares) votou hoje por 61 votos a favor e uma abstenção a indigitação de Haradinaj, também líder da Aliança para o Futuro do Kosovo (AAK, centro direita). Os membros da oposição boicotaram a votação.

"Hoje é um dia de oportunidades para o nosso país, para o nosso povo. O meu compromisso é que este governo vai servir o Kosovo, os cidadãos kosovares", disse Haradinaj em declarações à agência noticiosa Associated Press (AP) antes da votação.

Três meses após as eleições de 11 de junho, a coligação de Haradinaj, que inclui três partidos de antigos líderes da rebelião armada albanesa do Exército de Libertação do Kosovo (UÇK), obteve apenas 39 lugares, mas assegurou os votos parlamentares dos representantes dos sérvios do Kosovo e de um pequeno partido albanês, garantindo uma escassa maioria.

A designada "coligação dos comandantes" venceu as últimas legislativas, mas com um curto avanço face à oposição, que inclui o Vetevendosje (Autodeterminação, esquerda nacionalista) e uma coligação da direita liberal, que optaram por não participar na votação de hoje.

O novo gabinete terá 21 ministros distribuídos por cinco partidos. Behgjet Pacollim da pequena Aliança para um novo Kosovo (AKR) será o ministro dos Negócios Estrangeiros.

A lista da minoria sérvia do Kosovo acabou por fornecer o seu apoio ao novo executivo após os seus representantes manterem intensas consultas com o Governo sérvio em Belgrado.

O ex-líder dos separatistas albaneses regressa a uma função que ocupou brevemente em 2004-2005. Foi forçado a demitir-se após ser indiciado pelo Tribunal Penal internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ) por crimes de guerra no decurso do conflito armado no Kosovo (1996-1999, 13.000 mortos).

Absolvido em duas ocasiões, permanece acusado das piores atrocidades pela justiça sérvia.

No início de 2017, Haradinaj também esteve bloqueado durante quatro meses em França, o período em que a justiça francesa examinou, para depois rejeitar, um pedido de extradição pela Sérvia. Foi detido em 04 de janeiro no aeroporto de Bâle-Mulhouse devido a um mandado de detenção internacional emitido em 2004.

Este incidente contribuiu, no entanto, para relançar a carreira política daquele que é designado de "Rambo" pelos seus compatriotas e que foi marginalizado pelo seu antigo companheiro de armas, o atual Presidente Hashim Thaçi.

Firme adversário de qualquer concessão a Belgrado, Haradinaj confirmou a reaproximação a Thaçi e ao seu Partido Democrático do Kosovo (PDK), a principal formação que integra a coligação que o apoia.

Além da difícil situação económica do Kosovo, o principal desafio do novo governo será relançar o diálogo com a Sérvia, mediado pela União Europeia e que permanece paralisado há meses.

A Sérvia recusa reconhecer a independência da sua antiga província do Sul com maioria de população albanesa, autoproclamada em 2008. Atualmente, o Kosovo é reconhecido por mais de 110 países, incluindo a maioria dos Estados da União Europeia. Rússia, China, Brasil, ou a Espanha, Grécia, Chipre, Eslováquia e Roménia optaram por não legitimar a independência.

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