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Parlamento sul-africano vai debater 3.ª feira proposta de eleições antecipadas

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/08/2017 Administrator

O Parlamento da África do Sul anunciou hoje que debaterá na próxima terça-feira a proposta de eleições antecipadas apresentada pelo principal partido da oposição, a Aliança Democrática (AD), informaram os meios de comunicação locais.

A AD apresentou uma iniciativa para dissolver o Parlamento e convocar novas eleições depois de, no passado dia 08 de agosto, a moção de censura que apresentaram contra o Presidente, Jacob Zuma, ter fracassado no Parlamento.

O mandato do Presidente Jacob Zuma termina somente em 2019.

Esta proposta de eleições antecipadas necessita de uma maioria simples, ou seja de 201 dos 400 deputados da Câmara para seguir adiante, mas outros partidos da oposição já anunciaram que não vão apoiar a iniciativa, segundo o portal Eyewitness News.

Na atual legislatura, o partido do Governo, o Congresso nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), conta com 249 assentos, a AD tem 89 e os restantes lugares estão repartidos entre outros partidos minoritários.

A oposição considera Jacob Zuma um "criminoso" pela sua implicação em múltiplos casos de corrupção e acusa-o de apoiar "um sistema corrupto que mantém as pessoas na prisão da pobreza", declarou na última moção de censura o líder da AD, Mmusi Maimane.

Jacob Zuma sobreviveu, no dia 08 de agosto, a uma nova moção de censura graças a maioria parlamentar do seu partido, que voltou a servi-lo como escudo, apesar de vários membros do ANC terem votado contra o chefe de Estado.

Esta proposta, que foi rejeitada por 198 votos contra 177 a favor e nove abstenções, acusava o mandatário de corrupção e responsabilizava-o pela crise económica que fez dois milhões de sul-africanos perder o seu trabalho desde 2009.

Esta moção de censura, a sétima enfrentada pelo Presidente, foi a primeira em que os deputados puderam votar de forma secreta.

Zuma, de 75 anos, tem pendentes na Justiça 783 acusações de corrupção e, no ano passado, teve de devolver por ordem do Tribunal Constitucional meio milhão de euros do dinheiro público que foi gasto de forma irregular na reforma da sua residência privada.

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