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Parlamento sul-africano vota moção de censura a Zuma por voto secreto

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/08/2017 Administrator

Os deputados sul-africanos pronunciam-se por voto secreto, na terça-feira, sobre uma moção de censura ao Presidente, Jacob Zuma, anunciou hoje a presidente do parlamento, Baleka Mbete.

"Decidi que a votação da moção de censura no parlamento, a 08 de agosto de 2017, será feita por boletim secreto", declarou Mbete numa conferência de imprensa no parlamento, na Cidade do Cabo.

Esta decisão constitui uma surpresa da parte da presidente do parlamento, até agora leal ao chefe de Estado, e fragiliza-o, numa altura em que é contestado até pelo seu próprio campo político.

A oposição exigia que o voto na moção fosse secreto, por estar convencida de poder "virar" alguns deputados do Congresso Nacional Africano (ANC, no poder), se eles não estiverem sujeitos à pressão de um voto de mão erguida.

O Presidente Zuma está envolvido numa série de escândalos político-financeiros que tornaram públicas divisões dentro do ANC, que está agora preocupado com as consequências eleitorais desta atmosfera nefasta.

Se a moção for aprovada, o Presidente e o Governo deverão demitir-se.

Para que a votação seja vinculativa, deve obter maioria absoluta, ou seja, os votos de 201 dos 400 deputados que o parlamento tem. O ANC tem uma confortável maioria de 249 assentos parlamentares.

O Tribunal Constitucional, chamado pela oposição a pronunciar-se, considerou a 22 de junho que a presidente do parlamento dispunha dos poderes para ordenar uma moção de censura por voto secreto.

Desde então, a bola estava no campo de Baleka Mbete, que esperou pela véspera da votação para anunciar a sua decisão.

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