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Partido colombiano Farc "indigna-se" com desrespeito dos acordos de paz

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/09/2017 Administrator

A direção da Farc, partido político a que a principal guerrilha da Colômbia deu origem, acusou o Presidente, Juan Manuel Santos, de desrespeitar "as garantias mínimas" do acordo de paz assinado em 2016, instando-o a cumprir os seus compromissos.

O líder das ex-FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko", escreveu numa carta datada de Havana que "a família das FARC está descontente e indignada" e exige ao Governo de Juan Manuel Santos "que seja aplicado aquilo que foi prometido e assinado".

O dirigente do maior grupo de guerrilha colombiano, desativado no âmbito desse acordo de paz com o Estado colombiano, exigiu em particular que sejam finalmente aplicadas as "garantias mínimas" que foram prometidas aos ex-guerrilheiros "antes do fim do desarmamento", em julho passado.

Entre essas garantias, figuram a libertação de todos os ex-combatentes das FARC que receberam o aval do Gabinete do Alto-Comissário para a Paz, bem como "a suspensão de todos os mandados de captura de membros" da antiga guerrilha.

Além disso, sublinhou, "milhares de ex-combatentes não receberam o pagamento mensal de 90% do salário mínimo" prometido, e o seu acesso aos serviços de saúde "é incrivelmente difícil", apesar de "as FARC terem cumprido rigorosamente o desarmamento".

"A Colômbia encontra-se numa encruzilhada histórica: pode seguir os caminhos da paz, da democracia e da justiça social -- traçados pelos acordos de Havana -- ou afogar-se num oceano de violência devido à violação ou ao desrespeito" desses acordos, ameaçou, apelando simultaneamente à comunidade internacional para "agir para manter a paz à tona".

A mais poderosa guerrilha do continente americano e o Governo colombiano assinaram em novembro de 2016, em Cuba, um acordo de paz para pôr fim a mais de 53 anos de conflito armado.

A rebelião seguiu a via política legal ao criar, a 01 de setembro, o seu partido político, batizado como Força Alternativa Revolucionária Conjunta (Farc).

Ao mesmo tempo, os ex-guerrilheiros vão responder pelos seus crimes perante a justiça especial de paz, que prevê penas alternativas à prisão se eles disserem a verdade, indemnizarem as vítimas e se comprometerem a abandonar o recurso à violência.

O conflito armado, que desde o início dos anos 1960 envolveu cerca de 30 grupos guerrilheiros, entre os quais o Exército de Libertação Nacional (ELN), neste momento em negociações de paz, paramilitares e as forças da ordem, fez mais de 260.000 mortos, mais de 60.000 desaparecidos e pelo menos 7,1 milhões de deslocados.

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