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Partido da oposição na Guiné Equatorial diz-se afastado do processo eleitoral

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/07/2017 Administrator

O partido "Cidadãos pela Inovação" (CI), que diz ser a principal força da oposição na Guiné Equatorial, denunciou hoje estar a ser afastado do processo eleitoral, afirmou à agência France-Presse o seu presidente.

Uma comissão eleitoral, composta por funcionários do Governo e partidos políticos que disputam as próximas eleições para as duas câmaras do parlamento e municipais no final deste ano, deve percorrer o país para sensibilizar a população para este processo.

"Ninguém nos comunicou [o que quer que seja] sobre a deslocação da comissão. O Governo quer acabar a todo o custo com o CI", comentou à AFP o presidente do partido, Gabriel Nse Obiang.

O partido da oposição "é forte e quer surpreender, ao ganhar" as eleições, disse.

Nse Obiang apelou ao partido presidencial, o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), para que "não tenha medo" do CI.

O partido da oposição, autorizado em novembro de 2015, ainda não participou em nenhuma eleição no país, mas reúne muitos militantes nos comícios.

Regressado à Guiné Equatorial em 2014, após 13 anos no exílio em Espanha, Gabriel Nse Obiang foi impedido de concorrer à eleição presidencial de 2016, uma vez que não tinha vivido no país nos cinco anos antes da votação.

Em abril, foi julgado e condenado a seis meses de prisão por "injúrias graves" contra o PDGE. Nse Obiang ficou também impedido de abandonar o território nacional e deverá pagar 50 milhões de francos CFA (76 mil euros) ao PDGE e 200 mil francos CFA (300 euros) ao Estado, estando ainda interdito de exercer atividade política por tempo indeterminado.

O político da oposição recorreu para o Supremo Tribunal equato-guineense, e permanece em liberdade até ao julgamento da mais alta instância.

Na ausência do "Cidadãos pela Inovação", a comissão de sensibilização reúne 17 dos 18 partidos da Guiné Equatorial.

O recenseamento eleitoral começa a 01 de outubro e prolonga-se até dia 13 do mesmo mês.

A Guiné Equatorial, o mais recente membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é governada por Teodoro Obiang Nguema desde 1979, cujo regime é acusado por várias organizações da sociedade civil de constantes violações dos direitos humanos e perseguição a políticos da oposição.

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